O Irã classificou como “ilegal” e “pirataria” o bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos e ameaçou retaliar portos na região dos golfos Pérsico e de Omã. A reação foi divulgada nesta segunda-feira (13/4), horas antes do início previsto da operação militar norte-americana.
Segundo o Exército iraniano, qualquer restrição à navegação ligada ao país terá consequências. Em comunicado, as forças armadas afirmaram que a segurança marítima deve ser garantida de forma igual para todos os países da região. Caso contrário, advertiram, nenhum porto estará seguro.
O bloqueio dos EUA está programado para começar às 11h, no horário de Brasília. A operação prevê impedir a circulação de navios com origem ou destino em portos iranianos, além de embarcações que tenham feito pagamentos ao governo do Irã para transitar pela região.
De acordo com o Comando Central norte-americano, apenas embarcações sem ligação com o Irã poderão atravessar o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo.
A medida aumenta a tensão no Oriente Médio e amplia o risco de novos confrontos. O cenário também ameaça acordos de cessar-fogo em andamento, diante da possibilidade de incidentes militares na região.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou apoio à decisão dos EUA. Ele afirmou que o bloqueio é uma resposta a ações iranianas consideradas irregulares em negociações recentes e destacou a coordenação entre os dois países. "Nós apoiamos, é claro, esta postura firme e estamos em constante coordenação com os Estados Unidos", disse ele.
O bloqueio foi anunciado pelo presidente Donald Trump, que acusa o Irã de práticas ilegais no controle da navegação na região.
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