O pai de Amy Winehouse, que havia processado duas amigas de sua filha por leiloarem indevidamente objetos da cantora, perdeu o litígio, anunciou nesta segunda-feira (20) o Tribunal Superior de Londres.
Duas amigas da cantora britânica haviam vendido itens da artista, arrecadando 1,4 milhão de dólares (6,95 milhões de reais), dos quais 30% foram destinados à fundação da cantora. Mitch Winehouse, pai da artista, falecida em 23 de julho de 2011, sustentava que a quantia arrecadada lhe pertencia e argumentou que elas não tinham direito de vender os objetos.
A ex-estilista da cantora, Naomi Parry, e sua amiga Catriona Gourlay venderam centenas de itens entre novembro de 2021 e maio de 2023. Entre esses objetos havia uma bolsa preta da Armani e vestidos que Winehouse usou em sua última turnê, em junho de 2011, pouco antes de sua morte aos 27 anos.
O advogado de Catriona Gourlay, Ted Loveday, alegou que a maior parte havia sido dada às duas mulheres pela própria cantora.
A juíza auxiliar do Tribunal Superior de Londres, Sarah Clarke, observou que Amy costumava presentear amigos com roupas porque não queria se apresentar com a mesma peça mais de uma vez e tinha "mais objetos do que poderia usar ou guardar".
Amy Winehouse, conhecida por sua voz marcante, seu estilo pin-up com tatuagens e seus excessos, morreu de intoxicação alcoólica, após uma carreira meteórica.
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