ORIENTE MÉDIO

Irã diz que mísseis atingiram navio dos EUA em Ormuz; Washington nega

Relatos de agência iraniana indicam ataque após embarcação ignorar advertências; militares norte-americanos afirmam que nenhum navio foi atingido

Do lado norte-americano, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou as alegações e afirmou que
Do lado norte-americano, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou as alegações e afirmou que "nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido" - (crédito: AFP)

Um navio de guerra dos Estados Unidos teria sido atingido por mísseis iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (4/5) por uma agência estatal do Irã. A versão, no entanto, é contestada por autoridades americanas, que negam qualquer dano à embarcação.

De acordo com a agência iraniana Fars, dois mísseis teriam atingido o navio após ele ignorar alertas emitidos por forças iranianas ao tentar atravessar a região estratégica, próxima à cidade de Jask, no Golfo de Omã. 

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A TV estatal iraniana também afirmou que a Marinha do país impediu a entrada de embarcações de guerra “americanas-sionistas” no estreito, em uma ação defensiva diante de uma suposta violação de suas determinações militares.

Do lado norte-americano, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) rejeitou as alegações e afirmou que “nenhum navio da Marinha dos EUA foi atingido”, sem detalhar a movimentação das forças na área. 

Guerra no Oriente Médio 

O suposto ataque ocorreu em um momento de deterioração das relações entre Irã e Estados Unidos, agravada pela guerra no Oriente Médio, envolvendo também Israel. 

Desde o fim de fevereiro, ataques militares e represálias ampliaram o conflito para o Golfo Pérsico, transformando o Estreito de Ormuz em um dos principais pontos de tensão global.

O Irã vem restringindo a passagem de embarcações no estreito  (uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo) e ameaçando reagir a qualquer tentativa de travessia sem autorização.

A região concentra cerca de 20% do comércio global de petróleo transportado por via marítima, o que torna qualquer incidente militar potencialmente impactante para a economia internacional.

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postado em 04/05/2026 09:34
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