CANADÁ

Mineradora canadense Sherritt deixa Cuba, temendo sanções dos EUA

Sherritt extrai níquel e cobalto na mina de Moa, situada na província de Holguín (nordeste), e desde 1991 participa da empresa mista Moa Nickel S.A., juntamente com o Estado cubano

No texto, a empresa destacou, ainda, que as novas sanções de Washington
No texto, a empresa destacou, ainda, que as novas sanções de Washington "também poderiam ter como resultado que provedores financeiros ou outros provedores não possam ou não estejam dispostos a seguir apoiando as operações ou outras atividades comerciais da Sherritt". - (crédito: YAMIL LAGE / AFP)

A mineradora canadense Sherritt, que extrai níquel e cobalto em Cuba desde a década de 1990, anunciou, nesta quinta-feira (7), a suspensão imediata de sua participação em empresas de capital misto na ilha, devido às mais recentes sanções de Washington contra Havana.

"Após consultar seus assessores, a Sherritt suspendeu sua participação direta nas atividades de empresas conjuntas em Cuba, com efeito imediato", destacou a empresa, sediada em Toronto, em um comunicado no qual advertiu que, embora não tenha sido sancionada pelos Estados Unidos, "esta designação poderia ocorrer a qualquer momento".

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Sherritt extrai níquel e cobalto na mina de Moa, situada na província de Holguín (nordeste), e desde 1991 participa da empresa mista Moa Nickel S.A., juntamente com o Estado cubano.

Em 1º de maio, o presidente americano, Donald Trump, anunciou um endurecimento das sanções contra Cuba, afirmando que a ilha comunista - situada a apenas 150 km da costa da Flórida - continua representando "uma ameaça extraordinária" para a segurança nacional dos Estados Unidos. 

Estas novas sanções apontam especificamente para bancos estrangeiros que colaboram com o governo cubano, assim como para indivíduos e entidades envolvidos nos setores energético e minerador.

"A mera emissão da Ordem Executiva em si cria condições que alteram de forma substancial a capacidade da Corporação para operar no curso ordinário dos negócios, incluídas as atividades relacionadas com as operações de empresas conjuntas da Sherritt em Cuba", destacou o comunicado.

No texto, a empresa destacou, ainda, que as novas sanções de Washington "também poderiam ter como resultado que provedores financeiros ou outros provedores não possam ou não estejam dispostos a seguir apoiando as operações ou outras atividades comerciais da Sherritt".

A Sherrit já tinha anunciado, em fevereiro, a suspensão de suas operações em Cuba devido ao bloqueio de combustível imposto pelos Estados Unidos, o que representou um novo golpe para a ilha, imersa em uma profunda crise econômica.

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Por AFP
postado em 07/05/2026 15:15
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