
Após Donald Trump classificar proposta de acordo feita pelo Irã como “totalmente inaceitável”, o Ministério das Relações Exteriores rebateu as acusações do presidente estadunidense. Em coletiva nesta segunda-feira (11/5), o porta-voz Esmaeil Baqaei afirmou que pediu o cessar-fogo em toda a região, o que inclui os ataques israelense ao Líbano.
"Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã", declarou. A contraproposta feita pelos representantes iranianos também inclui o fim do bloqueio navais pelos EUA e a "liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que durante anos permaneceram injustamente bloqueados em bancos estrangeiros".
Ainda nesta terça, o republicano voltou a criticar a proposta iraniana e a declaração de Baqaei. "E depois eles voltam querendo negociar, e nos apresentam uma proposta estúpida, que ninguém aceitaria — embora Obama teria aceitado, Biden teria aceitado", afirmou em coletiva.
Trump ainda afirmou que o acordo de cessar-fogo estaria “respirando por aparelhos”. “Como quando entra o médico e diz: 'Senhor, seu ente querido tem exatamente 1% de chance de viver'”, mencionou.
As tentativas de chegar a um acordo duram semanas, com tentativas do Paquistão de mediar o conflito e farpas dos dois lados. Em abril, o presidente estadunidense prorrogou o cessar-fogo por tempo indeterminado até que o Irã apresentasse uma proposta unificada.
Um dos principais fatores de discordância está nas permissões para enriquecimento de urânio pelo Irã. Os Estados Unidos propôs que o país árabe suspendesse a prática, que alegam ser utilizada para fabricação de armas nucleares, por 20 anos.
O Irã se mostrou disposto a acatar parte do acordo, mas se recusou a desmantelar as instalações nucleares. A proposta iraniana prevê o envio de parte do urânio enriquecido a um terceiro país, com garantias de que o material seria devolvido ao território iraniano. O período proposto também deveria ser inferior aos 20 anos da proposta americana.

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