A Procuradoria de Roma abriu uma investigação por sequestro de pessoas após a apresentação de três denúncias posteriores à interceptação, na quinta-feira (30/4), dos barcos da "Flotilha para Gaza" por parte das forças israelenses, informou a imprensa italiana.
O crime de sequestro de pessoas afeta o espanhol Saif Abu Keshek e o brasileiro Thiago Ávila, atualmente detidos em Israel e que, no momento da prisão em águas internacionais, estavam em uma embarcação de bandeira italiana.
Um tribunal israelense ordenou no domingo a prorrogação por dois dias da detenção dos ativistas.
A Procuradoria de Roma abriu uma investigação similar em outubro, após a tentativa anterior da mesma organização de enviar uma flotilha até Gaza.
Mais de 170 ativistas de várias nacionalidades foram detidos na quinta-feira nos quase 20 barcos de uma nova flotilha que, segundo os organizadores, pretendia romper o bloqueio israelense ao território palestino, onde o acesso da ajuda humanitária continua muito restrito.
A operação, realizada de forma "pacífica" segundo Israel, aconteceu a centenas de quilômetros de Gaza, em águas internacionais perto da costa de Creta, muito mais longe das costas israelenses que as interceptações anteriores de flotilhas.
Vários países denunciaram a operação como "ilegal".
Esta é a segunda tentativa da Global Sumud Flotilla ("sumud" significa "resiliência" em árabe) de chegar à Faixa de Gaza.
Em 2025, em sua primeira viagem, centenas de ativistas, incluindo a sueca Greta Thunberg e a eurodeputada franco?palestina Rima Hassan, foram detidos no mar, levados para Israel e posteriormente expulsos.
