O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou, nesta sexta-feira (22/5), um novo lote de arquivos sobre supostos avistamentos de objetos voadores não identificados (OVNIs), incluindo relatos de “esferas verdes”, discos voadores e misteriosas bolas de fogo observadas em diferentes períodos da história americana.
Os documentos fazem parte de um processo de desclassificação de informações relacionadas aos chamados “Fenômenos Anômalos Não Identificados” (UAP, na sigla em inglês), termo adotado oficialmente pelo governo dos EUA para descrever ocorrências aéreas sem explicação conclusiva.
- Leia também: Os primeiros registros de OVNIs em Brasília
A nova leva reúne 222 arquivos. Um dos documentos mais extensos possui 116 páginas e trata de investigações realizadas entre 1948 e 1950 em uma instalação ultrassecreta em Sandia, no estado do Novo México.
Segundo o Departamento de Defesa, o arquivo reúne “209 relatos de ‘orbes verdes’, ‘discos’ e ‘bolas de fogo’ vistos nas proximidades da base militar”.
A divulgação ocorre duas semanas após o governo americano lançar o site oficial WAR.GOV/UFO, criado para centralizar documentos, vídeos e registros históricos relacionados ao tema. O primeiro pacote de arquivos havia sido liberado em 8 de maio, por determinação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Na rede social Truth Social, Trump afirmou que determinou o início do processo de identificação e divulgação de arquivos governamentais ligados à vida extraterrestre, objetos voadores não identificados e fenômenos aéreos anômalos. “Esses assuntos são altamente complexos, mas extremamente interessantes e importantes”, escreveu o presidente.
Entre os casos mencionados nos arquivos está um episódio envolvendo a missão Apollo 12 Moon Landing. Durante avaliações médicas após o retorno da viagem, os astronautas Charles “Pete” Conrad, Richard “Dick” Gordon e Alan L. Bean relataram ter observado flashes ou “rastros luminosos” enquanto tentavam dormir em um ambiente escuro.
Na página oficial do projeto, o governo afirma que os materiais divulgados tratam de “casos não resolvidos” e que a incapacidade de chegar a uma conclusão definitiva pode ocorrer por diferentes fatores, incluindo falta de informações suficientes.
O texto também afirma que a iniciativa representa um esforço “histórico e sem precedentes”, envolvendo dezenas de agências federais e a revisão de milhões de documentos acumulados ao longo de décadas.
Segundo o Departamento de Defesa, novos arquivos continuarão sendo publicados gradualmente nas próximas semanas, à medida que forem encontrados e desclassificados.
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