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SpaceX planeja construir Data Centers no espaço; entenda se é viável

O ousado plano de Elon Musk está cada vez mais perto, mas mas resistir às condições do espaço pode não ser fácil

Elon Musk tem planos ousados -  (crédito: Reprodução: Instagram )
Elon Musk tem planos ousados - (crédito: Reprodução: Instagram )

A SpaceX, empresa de foguetes de Elon Musk, está avançando com um plano ousado para construir data centers no espaço, projeto para atender à crescente demanda por processamentos de Inteligência Artificial. A empresa planeja colocar em órbita satélites focados em computação, alimentados continuamente por energia solar e conectados por links a laser. 

Esse potencial alimentou o entusiasmo em torno da alta oferta pública inicial (IPO) da SpaceX. Os investidores não estão mais apostando apenas em foguetes, mas também em todo um ecossistema orbital.

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A ideia é lançar os centros de dados em órbita, onde a energia solar é abundante e a terra, a água e as redes elétricas locais deixam de ser limitações. À medida que a inteligência artificial impulsiona uma explosão na demanda por computação, as empresas estão apresentando os centros de dados orbitais como uma forma de escapar das crescentes pressões ambientais e de infraestrutura da computação terrestre. 

No comunicado oficial da compra da xIA, Musk demonstrou otimismo na incorporação dessa ideia e disse que “dentro de dois ou três anos, a forma de menor custo para gerar computação de IA será no espaço".

"Só essa eficiência de custos permitirá que empresas inovadoras avancem no treinamento de seus modelos de IA e no processamento de dados em velocidades e escalas sem precedentes", reforçou o dono da SpaceX. Musk também afirmou que lançar satélites que operem como data centers orbitais ajudará a humanidade a se tornar uma civilização capaz de aproveitar toda a energia do sol. 

Os prós e contras

Na terra, os data centers estão espalhados por todo canto. Essas instalações alimentam computação em nuvem, streaming de vídeo, serviços bancários online, computação científica e, cada vez mais, inteligência artificial. 

Um centro como esse precisa de várias coisas para operar de forma confiável. A primeira delas é a energia elétrica, em uma grande demanda, para alimentar servidores e equipamentos de rede . 

O segundo fator é o resfriamento, pois toda energia consumida se transforma em calor, que precisa ser removido de forma rápida e confiável, ou o desempenho dos equipamentos cai e o data center pode parar de funcionar. Em sua maioria, esse resfriamento acontece através da água, o que representa o potencial problema de desperdício de recursos naturais. 

O terceiro aspecto é a infraestrutura física, incluindo o terreno necessário, edifícios, suporte estrutural, energia de reserva, sistemas de água, redes de comunicação e acesso para manutenção. Os centros de dados também precisam estar suficientemente próximos dos usuários e das redes principais para fornecer serviços digitais rápidos. Mas muitas comunidades repudiam a construção de centros grandes e barulhentos perto de suas casas. 

Para serem construídos no espaço, esses centros de dados ainda exigiriam quantidades enormes de energia, que nesse caso, viriam de painéis solares. Mas mesmo as melhores placas solares disponíveis atualmente, só conseguem converter cerca de metade da luz solar em eletricidade. 

O ambiente frio do espaço, porém, seria uma vantagem, pois o calor residual do centro poderia escapar para o espaço através de radiadores, mantendo os componentes eletrônicos resfriados. No entanto, esses radiadores térmicos exigiriam uma grande área de superfície, além da área necessária para os painéis solares.

Os centros espaciais poderiam também evitar os conflitos locais em terra, como a demanda de energia e água , ao ruído e ao impacto ambiental.

Mas a enorme diferença entre lançar satélites e operar uma infraestrutura de computação em escala industrial em órbita, é que o espaço tende a ser implacável. A radiação danifica os componentes eletrônicos, que geram quantidades enormes de calor, e dissipar esse calor é surpreendentemente difícil no espaço. Os reparos são extraordinariamente caros, e cada quilo lançado em órbita ainda acarreta um custo significativo.

O problema seria o atraso, e o envio de dados da Terra para o espaço e de volta gera atrasos, o que inviabiliza serviços que precisam de resposta imediata, como transações financeiras, por exemplo. 

O ciclo de atualização porem representar outro empecilho, pois os servidores de data centers não são projetados para durar para sempre; e em todo o mundo geralmente substituem ou atualizam o hardware a cada três a cinco anos, à medida que os chips evoluem, as cargas de trabalho mudam e os equipamentos envelhecem. 

Apesar desses desafios, a empresa continua avançando na ideia, e anunciou recentemente o projeto de seu satélite de computação AI1, que espera usar como uma espaçonave de data center orbital.

Outras empresas também estão dando passos para construir data centers orbitais. Elas alegam que a alternativa é mais barata e menos prejudicial ao meio ambiente, mas ainda precisam provar que realmente funciona em escala comercial.

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postado em 19/06/2026 12:10 / atualizado em 19/06/2026 12:14
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