TECNOLOGIA

Meta avança em testes de reconhecimento facial para óculos inteligentes

Códigos descobertos no aplicativo da Meta indicam que a empresa está mais próxima de lançar um sistema de reconhecimento facial para seus óculos inteligentes

A Meta pode estar mais próxima de lançar um sistema de reconhecimento facial para seus óculos inteligentes do que imaginavam especialistas e usuários. De acordo com um relatório divulgado neste mês pela revista WIRED, a empresa já teria incluído componentes da tecnologia em um aplicativo utilizado pelos dispositivos, baixado milhões de vezes em todo o mundo.

Segundo a publicação, códigos relacionados ao reconhecimento facial foram adicionados ao aplicativo ainda em janeiro deste ano. O sistema seria composto por três modelos de inteligência artificial: um responsável por identificar rostos, outro por recortar as imagens detectadas e um terceiro capaz de transformar essas imagens em dados biométricos para comparação com informações armazenadas no próprio celular do usuário.

Caso a funcionalidade seja ativada futuramente, os óculos poderiam avisar quando identificassem uma pessoa já conhecida pelo usuário. Em uma atualização mais recente do aplicativo, lançada em maio, o recurso teria recebido o nome de “Conexões”, acompanhado de uma descrição que sugere ajudar as pessoas a se lembrarem de contatos feitos anteriormente.

Apesar das informações, a Meta afirma que o recurso ainda não está disponível para consumidores. Em nota enviada à WIRED, o porta-voz da empresa, Ryan Daniels, disse que a presença dos códigos apenas demonstra que a companhia está estudando possibilidades para o futuro e que nenhuma decisão definitiva foi tomada sobre um eventual lançamento.

A empresa também destacou que, caso a tecnologia chegue ao mercado, ela será apresentada de forma transparente e não envolverá a criação de um banco de dados centralizado com rostos de usuários.

Os planos da Meta para reconhecimento facial em óculos inteligentes já haviam sido revelados anteriormente. Em fevereiro, documentos internos divulgados pelo jornal The New York Times mostraram que a companhia avaliava incorporar a função aos dispositivos, mesmo diante de preocupações relacionadas à privacidade.

Especialistas apontam que a tecnologia poderia trazer benefícios, como facilitar o reconhecimento de pessoas conhecidas em encontros sociais ou profissionais. Por outro lado, o uso de reconhecimento facial em dispositivos vestíveis também levanta debates sobre privacidade, segurança de dados e possíveis usos indevidos das informações coletadas.

*Estagiária sob supervisão de Aline Gouveia

 

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