
O CineBeijoca, cineclube da Universidade de Brasília (UnB), retorna hoje com a exibição do longa Aos nossos amores, do diretor francês Maurice Pialat. A sessão com entrada franca no Cine Brasília, às 19h, terá debate, após a exibição, com a cineclubista Gabriela de Mello e o mestre em Comunicação Pedro Mesquita, com mediação do professor João Lanari Bo.
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Gabriela de Mello enfatiza que a escolha dos filmes é sempre realizada com toda a equipe e vai se criando uma lista dos filmes mais interessantes para serem exibidos. "Essas obras passam, principalmente, pelo critério de filmes que consideramos pouco vistos ou debatidos em Brasília. Acreditamos que o cineclube deve ser sempre um espaço de inovação nesse sentido", destaca.
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Para essa sessão, o CineBeijoca realizou uma parceria com a Embaixada da França. "Nos enviaram a lista de filmes disponíveis para exibição em Brasília. Nós selecionamos alguns títulos e fizemos nossa votação democrática entre a equipe. Aos nossos amores (1983), de Maurice Pialat, ganhou de lavada na enquete e foi decidido como filme da vez. Obviamente, também votei por ele", conta Gabriela.
Aos nossos amores, longa de 1983, retrata a vida de Suzanne, interpretada por Sandrine Bonnaire, na busca pelo amor, explorando sua sexualidade e liberdade. "Eu fiz questão de entrar nesse debate porque a primeira vez que eu assisti ao filme, o elegi como, provavelmente, o filme francês mais polêmico que já tinha visto. Ele poderia suscitar grandes debates tanto para o bem quanto para o mal dele mesmo, o que considero ótimo para uma discussão", ressalta a cineclubista.
Gabriella tem uma certa bagagem no cinema francês e destaca que o longa é considerado controverso e pervertido. "Esse filme foi um dos que mais me chocou pela crueza com que os tabus são explicitados em cena, sem pedir licença ou desculpas. Pialat não fica te preparando para o que vai acontecer, ele simplesmente te mostra, e você é que vai lidar com isso, como quiser ou conseguir", afirma. A cineclubista também descreve o longa como "psicanálise freudiana na tela do cinema".
Um dos destaques do filme, para Gabriella, é a personagem principal. "O que vou querer explorar mais no debate é a própria Suzanne, que é vorazmente interpretada pela Sandrine Bonnaire e, para mim, deve ser vista como a força maior desse filme. Analisar o seu papel em meio a esses dilemas morais que acontecem ao seu redor, como ela mesma está implicada neles e o que ela própria também carrega de amoral ou perverso", finaliza.

Diversão e Arte
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