Força-tarefa

EUA anunciam força-tarefa para combate a cartéis na América Latina

A força-tarefa conjunto conta com 18 países da América Latina e do Caribe para combater cartéis de drogas e redes de crimes

Trump foi alvo de piadas após eliminação dos EUA -  (crédito:  Foto: Molly Riley / Casa Branca)
Trump foi alvo de piadas após eliminação dos EUA - (crédito: Foto: Molly Riley / Casa Branca)

O Comando Sul das Forças Armadas dos Estados Unidos anunciou na segunda-feira (3/8) a ativação de uma força-tarefa conjunta do Hemisfério Ocidental, uma nova estrutura militar composta por 18 nações parceiras com o objetivo de aplicar "pressão sistêmica total" para combater e destruir os cartéis de drogas e redes criminosas transnacionais na América Latina e Caribe. O Brasil não integra a coalizão. 

O anúncio foi feito pelo general Francis L. Donovan, ao lado do major-general Kevin Jarrard e do sargento-major Kenne Hanson, por meio das redes sociais, onde dizem que levarão a luta ao inimigo”. 

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“Aplicaremos fricção sistêmica total sobre essas redes que ameaçam nossa pátria e nossos parceiros nesta região compartilhada. E, juntamente com a Coalizão das Américas Contra os Cartéis e nossos outros 18 países parceiros que apoiam esse esforço, levaremos a luta ao inimigo. Hoje iniciamos a ativação da Joint Task Force Western Hemisphere, o braço operacional do Comando Sul dos Estados Unidos”, afirmou Donovan nas redes.

A criação da força-tarefa faz parte da estratégia de segurança adotada pelo governo Donald Trump, que passou a tratar os cartéis latino-americanos como organizações terroristas e declarou que os Estados Unidos vivem um “conflito armado” contra esses grupos.

Além de pressionar governos da região a ampliar a cooperação militar e policial com Washington, Trump tem defendido que os próprios países latino-americanos realizem operações militares contra cartéis e facções criminosas. 

Neste ano, o governo americano classificou o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O argumento utilizado, e defendido diretamente com Trump pelo candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, é de que as facções atuam de forma transnacional. 

Além disso, em março, Trump ainda lançou o Escudo das Américas, uma iniciativa com 18 países da América Latina e do Caribe alinhados na pauta da segurança. Eram previstas ações de inteligência e vigilância.

 

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postado em 04/08/2026 11:02
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