COLÔMBIA

Explosão de carro-bomba deixa um morto e 11 feridos na Colômbia

Ação atribuída à guerrilha matou jovem de 23 anos e destruiu parte de prédio na divisa com a Venezuela

Atentado em Los Patios intensifica alerta de segurança na região de fronteira -  (crédito:  Schneyder Mendoza/AFP)
Atentado em Los Patios intensifica alerta de segurança na região de fronteira - (crédito: Schneyder Mendoza/AFP)

Um carro-bomba atribuído à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN) explodiu nesta segunda-feira (1º/9) em frente a uma delegacia na Colômbia, próximo à fronteira com a Venezuela. Segundo autoridades locais, o atentado matou um civil, deixou 11 feridos e destruiu parte do prédio.

O ataque ocorreu perto da meia-noite no horário local do município de Los Patios, no departamento de Norte de Santander, em meio à pior onda de violência registrada no país na última década. A Colômbia é a maior produtora de cocaína do mundo.

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A vítima, um venezuelano de 23 anos, foi morta na explosão, disse à rádio Caracol o coronel Jimmy Belalcázar, comandante da polícia local, que atribuiu o atentado à guerrilha do ELN.

Entre os 11 feridos estão dois policiais. Um deles sofreu uma "mutilação" na perna esquerda e o outro foi atingido por "estilhaços" do explosivo, acrescentou Belalcázar.

Dezenas de pessoas, a pé ou de motocicleta, paravam diante do local do atentado enquanto o veículo continuava em chamas, em meio a vidros quebrados e destroços de muros, constataram jornalistas da Agence France-Presse (AFP).

O carro usado no ataque havia sido roubado e teve a cor alterada para se passar por um táxi. O veículo transportava cerca de 80 quilos de explosivos, que foram detonados à distância, segundo a polícia.

Desde que assumiu a Presidência, em 7 de agosto, o direitista Abelardo de la Espriella adotou uma política de linha dura contra os grupos armados, com o apoio do governo do presidente americano, Donald Trump.

Mais cedo nesta segunda-feira, o Exército realizou o bombardeio mais letal dos últimos anos no país, que matou 20 guerrilheiros na Amazônia.

Os grupos armados ameaçaram responder às ofensivas das forças de segurança contra eles.

O ELN, que atua há mais de 60 anos, manteve negociações de paz com o governo anterior, do presidente de esquerda Gustavo Petro, mas as partes não chegaram a um acordo.

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AF
postado em 01/09/2026 14:29
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