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Tetris diz que Casa Branca não autorizou uso da marca em jogo

Build the Wall, jogo de empilhar blocos disponibilizado pela Casa Branca em seu site oficial, trazia instruções para "proteger a fronteira da horda que se aproxima"

A iniciativa do governo americano provocou críticas por seus temas considerados racistas -  (crédito: Jim Watson/AFP)
A iniciativa do governo americano provocou críticas por seus temas considerados racistas - (crédito: Jim Watson/AFP)

A Tetris afirmou nesta sexta-feira (4) que não deu autorização à Casa Branca para usar sua icônica estética em um controverso jogo online lançado pelo governo de Donald Trump na quinta-feira.

"The Tetris Company não participou da criação de ‘Build the Wall’ e não autorizou nem licenciou a marca Tetris ou sua propriedade intelectual para o jogo", declarou a empresa em comunicado enviado à AFP. "Atualmente estamos analisando o assunto", acrescentou.

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Build the Wall, jogo de empilhar blocos disponibilizado pela Casa Branca em seu site oficial, trazia instruções para "proteger a fronteira da horda que se aproxima".

O jogo e o material promocional utilizado pelo governo dos Estados Unidos contêm imagens que lembram jogos criados pela Tetris e por outras grandes desenvolvedoras, entre elas Sega, Xbox, da Microsoft, e Flappy Bird Foundation.

"Levamos muito a sério a violação de direitos autorais", disse a Tetris em uma publicação nas redes sociais.

A Microsoft não respondeu aos pedidos de comentário, e não foi possível contatar imediatamente a Sega Corporation.

A iniciativa do governo americano provocou críticas por seus temas considerados racistas. "Esta administração está absolutamente focada em encontrar formas inovadoras de contar a história das inúmeras realizações do presidente de uma maneira que se conecte com todos os americanos", afirmou a Casa Branca em comunicado enviado à AFP na quinta-feira.

"Isso me dá náuseas. Eles vêm brincando com a vida das pessoas há anos e agora fizeram um videogame sobre o que estão fazendo", declarou à AFP Amerika Garcia Grewal, codiretora da Frontera Federation, em Eagle Pass, no Texas.

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Por AFP
postado em 04/09/2026 22:11 / atualizado em 04/09/2026 22:12
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