AMÉRICA LATINA

Evo Morales vê plano para libertar Cerimedo e acusa EUA de interferência na Bolívia

Aliado da família Bolsonaro está preso após Justiça descobrir esquema de bots antidemocráticos

Cerimedo, que atuou como estrategista digital de Javier Milei, está detido no presídio de segurança máxima de Chonchocoro, em La Paz -  (crédito: Reprodução/Redes sociais)
Cerimedo, que atuou como estrategista digital de Javier Milei, está detido no presídio de segurança máxima de Chonchocoro, em La Paz - (crédito: Reprodução/Redes sociais)

O ex-presidente da Bolívia Evo Morales acusou os Estados Unidos de atuarem para viabilizar a libertação do consultor político argentino Fernando Cerimedo, preso no país e investigado em diferentes processos. A declaração ocorre após o advogado do argentino, Yamil Castro Bianchi, afirmar publicamente que há expectativa de que seu cliente deixe a prisão já em novembro. 

“Demonstra-se que o plano para libertar Cerimedo está em andamento. As declarações de seu advogado à imprensa argentina são a evidência de que a intervenção dos EUA na Bolívia é para salvar as famílias de Trump e Paz”, afirmou Morales. O ex-presidente acrescentou que “os interesses do imperialismo não podem estar acima da dignidade e soberania do povo boliviano”.

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A manifestação ocorre em meio ao aumento da tensão em torno do caso Cerimedo. O argentino, aliado da família Bolsonaro e que atuou como estrategista digital de Javier Milei e assessor o presidente boliviano Rodrigo Paz, está detido no presídio de segurança máxima de Chonchocoro, em La Paz. Ele é alvo de investigações que incluem suspeitas de tentativa de feminicídio, enriquecimento ilícito e possíveis vínculos com o narcotráfico. 

A avaliação de Morales ganhou novo combustível após Castro Bianchi antecipar um possível cronograma para a saída de Cerimedo da prisão. “Há expectativas de que em novembro Cerimedo recupere sua liberdade”, declarou o advogado à Radio del Plata. O defensor também afirmou que “muita gente na Argentina tem medo do que Fernando pode contar” e disse que integrantes do governo argentino teriam “traído” o consultor. 

O cenário ficou ainda mais sensível depois de Washington cancelar o visto do procurador-geral da Bolívia, Roger Mariaca, responsável por investigações contra Cerimedo. O governo norte-americano atribuiu a medida a acusações de corrupção e supostos vínculos do procurador com o narcotráfico. Mariaca rejeitou as acusações e classificou a decisão como ingerência externa. Poucos dias depois, ele foi detido pelas autoridades bolivianas. 

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AH
postado em 02/10/2026 10:17 / atualizado em 02/10/2026 10:18
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