ACIDENTE AÉREO

EUA investigam se jato executivo se despedaçou antes da queda

Destroços foram encontrados espalhados por uma área de 800 metros por 600 metros na Flórida. Cerca de 20 investigadores participam da apuração do acidente que matou nove pessoas

O órgão enviou cerca de 20 investigadores para Palm Beach, na região de West Palm Beach, onde ocorreu a queda -  (crédito: various sources / AFP
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O órgão enviou cerca de 20 investigadores para Palm Beach, na região de West Palm Beach, onde ocorreu a queda - (crédito: various sources / AFP )

O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes dos Estados Unidos (NTSB, na sigla em inglês) investiga se o avião executivo Learjet 60 que caiu na Flórida, nesse' domingo (1º/10), se despedaçou ainda durante o voo ou se os fragmentos se espalharam no momento do impacto com o solo. A aeronave deixou destroços em uma área de aproximadamente 800 metros por 600 metros, e a análise dos componentes é uma das principais etapas da investigação.

O órgão enviou cerca de 20 investigadores para Palm Beach, na região de West Palm Beach, onde ocorreu a queda. A equipe é liderada pelo especialista sênior Timothy Monville, que tem cerca de 40 anos de experiência, e reúne profissionais das áreas de meteorologia, estruturas, sistemas de voo e gravadores. A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e a fabricante Learjet Inc. também participam dos trabalhos.

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As informações preliminares mostram que o avião voava a 35 mil pés de altitude quando, por volta das 12h47, a tripulação informou ao controle de tráfego aéreo que enfrentava gelo claro, turbulência moderada e temperatura externa de -47 °C. Na sequência, os pilotos relataram precipitação e pediram autorização para subir a 37 mil pés.

O pedido foi autorizado pela torre de controle. Menos de 30 segundos depois, porém, a aeronave emitiu um alerta de descida e um pedido de socorro, conhecido como "Mayday". Os pilotos informaram que o avião estava em condição de excesso de velocidade enquanto perdia altitude rapidamente. Os investigadores analisam as comunicações para reconstruir o que aconteceu nos momentos anteriores à queda.

Entre as nove vítimas do acidente está a copilota Nathalia Gadelha Filgueiras, de 20 anos, filha de brasileiros. A voz dela aparece nas transmissões de rádio com o controle de tráfego aéreo durante os momentos finais do voo. Ao todo, morreram os dois tripulantes e os sete passageiros que estavam a bordo.

No local do acidente, os peritos também tentam recuperar os principais componentes da aeronave. A operação enfrenta dificuldades porque a cratera aberta pelo impacto acumulou água, o que complica os trabalhos de escavação.

Os investigadores ainda buscam confirmar se o avião estava equipado com um gravador de voz na cabine no momento do acidente e se o equipamento poderá ser recuperado. Registros de manutenção indicam que a aeronave possuía o dispositivo. As gravações, caso sejam encontradas, poderão ajudar a esclarecer o que foi dito pelos pilotos antes da queda.

O NTSB abriu um canal para receber fotos e vídeos feitos por testemunhas que possam contribuir com a investigação. Um homem que estava em um veículo próximo ao local e sofreu ferimentos na perna também deverá ser entrevistado pelos peritos.

Segundo o órgão, ainda não é possível determinar as causas prováveis do acidente. A investigação depende da análise dos destroços, dos registros de comunicação, das condições meteorológicas e dos sistemas da aeronave.

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postado em 02/11/2026 19:17
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