
"Quem cultiva a semente do amor/ Segue em frente e não se apavora/ Se na vida encontrar dissabor/ Vai saber esperar sua ahora/ Às vezes a felicidade demora chegar/ Aí é que a gente não pode deixar de sonhar/ Erga essa cabeça mete o pé e vai na fé/ Manda essa tristeza embora/ Basta acreditar que um novo dia vai raiar..."
Para quem ainda não sabe — duvido que isso ocorra! —, trata-se de um trecho de Tá escrito, parceria de Xande de Pilares, Gilson Bernini e Carlinhos Madureira, lançado pelo Grupo Revelação, que é ouvido em toda roda de samba e pagode que se preze — seja num bar da Lapa, no Rio de Janeiro, seja no Clube do Choro, em Brasília.
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Esse verso que, mais do que os outros, caiu no gosto do público é da letra de uma das faixas do álbum, geralmente manifestado num grande coro durante os muitos shows que Xande tem feito em sua turnê pelo país, inclusive no Festival Na Praia, em Brasília.
O preâmbulo visa destacar a importância desse cantor e compositor, originário do Morro do Turano, no subúrbio do Rio de Janeiro, nome da maior relevância do universo do samba e do pagode ao ser indicado, novamente, para o Grammy Latino, nessas duas categorias, tendo como referência o CD Xande de Pilares nos braços do povo.
Vale ressaltar que, em 2024, ele conquistou o prêmio na mesma categoria pelo álbum Xande canta Caetano, produzido por Paula Lavigne, esposa do eterno tropicalista, com direção musical de Pretinho da Serrinha. Nesse trabalho, o sambista fez releitura de clássicos como Gente, Luz do sol, Muito romântico, O amor, Trilhos Urbanos e Qualquer coisa.
Recentemente, na sequência da turnê que faz pelo país, Xande reuniu uma multidão em Brasília para assistir ao show que fez pelo projeto Na Praia Festival. Durante duas horas, ele revisitou sua obra e, exibindo empatia, teve o acompanhamento da plateia. Milhares de fãs demonstraram conhecimento do repertório e apreço pelo sambista carioca.
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