trama golpista

Múcio diz que decisão sobre plano de golpe encerra ciclo

Ministro da Defesa afirma que o país precisa "virar a página" após início do cumprimento das penas dos condenados

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, afirmou, nesta terça-feira (25/11), que o desfecho da ação relacionada ao plano de golpe de Estado marca o fim de um ciclo que ele classificou como doloroso e difícil para o país. A declaração foi feita após cerimônia das Forças Armadas na Câmara dos Deputados, durante coletiva com a imprensa.

A manifestação ocorreu horas depois da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o início do cumprimento de pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus do Núcleo 1 da investigação. Para Múcio, o momento exige serenidade e compromisso com o futuro. “Estou feliz porque esse ciclo está se encerrando. A gente precisa virar essa página e olhar para frente”, afirmou.

Entre os condenados estão ex-integrantes das Forças Armadas que participaram do governo Bolsonaro, incluindo os ex-ministros Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Walter Braga Netto, além do ex-comandante da Marinha Almir Garnier. Eles foram sentenciados por envolvimento na articulação para tentativa de ruptura institucional após as eleições de 2022.

Múcio destacou que decisões judiciais podem não agradar a todos, mas são de cumprimento obrigatório. Segundo ele, as Forças Armadas já colocaram suas estruturas à disposição para que os condenados possam cumprir as determinações sem violar hierarquias ou regras internas. “Muitas vezes fazemos o que não desejamos, mas o que precisa ser feito”, declarou.

O ministro ressaltou ainda que a condenação e o início das penas já eram esperados dentro do governo e das instituições que acompanham o caso. Para ele, o resultado representa a responsabilização de indivíduos sem afetar o funcionamento das estruturas de Estado. “Os CPFs estão sendo punidos, e isso é positivo porque mostra que as instituições seguem preservadas”, disse.

Múcio reforçou que, com o avanço do processo, o país pode agora direcionar esforços para agendas que considera mais urgentes, deixando para trás o que classificou como um período de tensão e desgaste nacional.

 

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