
A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou mais uma vez o pedido de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), provocou reações de seus filhos nas redes sociais. As manifestações foram publicadas após a confirmação de que Bolsonaro deverá retornar à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, depois de receber alta médica, prevista para esta quinta-feira (1º).
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) usou tom crítico ao comentar a decisão. Em publicação, afirmou questionar os limites da atuação do ministro e discordou da avaliação de melhora no quadro clínico do pai. “Até quando Moraes terá procuração para praticar a tortura? Em mais uma decisão cheia de sarcasmo, dizendo que a saúde de Bolsonaro 'melhorou', o laudo médico é claro em apontar que ele precisa de cuidados permanentes que não podem ser garantidos numa prisão”, escreveu. Flávio também mencionou, na postagem, a existência de riscos à saúde do ex-presidente, incluindo a possibilidade de um AVC em razão das complicações médicas.
O vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) também se manifestou. Em suas redes, afirmou que a negativa ocorreu apesar das condições de saúde apresentadas pela defesa e dos precedentes citados no pedido. “Moraes acaba de negar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, mesmo diante de todas as condições de saúde expostas nos últimos dias e precedentes apresentados pelos advogados do meu pai”, declarou.
Carlos acrescentou ainda que, em sua avaliação, a decisão estaria inserida em um contexto mais amplo, ao afirmar que “qualquer pessoa de bom senso sabe qual é a missão dada, que precisa ser cumprida, e desde quando ela foi emitida pela primeira vez”.
As manifestações ocorrem em meio à internação de Jair Bolsonaro no Hospital DF Star, onde esta internado a nove dias e passou por procedimentos cirúrgicos. Na decisão, Alexandre de Moraes sustentou que não houve agravamento do estado de saúde do ex-presidente e que as condições médicas necessárias podem ser atendidas no âmbito da Polícia Federal. A defesa, por sua vez, segue argumentando que o regime fechado não é compatível com os cuidados exigidos pelo quadro clínico.
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