3 anos do 8/1

Benedita defende ato em prol da democracia e critica projeto da dosimetria

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) afirmou que a data precisa ser lembrada sempre para evitar novos ataques: "Isso não pode ser naturalizado"

Na avaliação de Benedita da Silva, os efeitos dos ataques de 2023 ainda persistem.
Na avaliação de Benedita da Silva, os efeitos dos ataques de 2023 ainda persistem. "O 8 de janeiro não acabou", declarou - (crédito: Danandra Rocha/CB/DA.Press)

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) afirmou, em entrevista ao Correio, que a cerimônia realizada nesta quinta-feira (8/1), no Palácio do Planalto, cumpre um papel central na preservação da memória democrática do país. Para a parlamentar, os ataques do 8 de janeiro devem ser lembrados para não se repetirem.

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“O 8 de janeiro é para ser lembrado de uma forma em que não aconteça nunca mais a quebra do patrimônio público”, disse ao chegar ao Planalto para o evento organizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Benedita lembrou que os ataques às sedes dos Três Poderes foram motivados por grupos inconformados com o resultado das eleições presidenciais de 2022. “Criar um grupo de insatisfeitos com o governo do presidente Lula, querendo ganhar uma eleição sem ganhar, isso não pode ser naturalizado”, reforçou.

A deputada ressaltou que o ato desta quinta-feira integra uma sequência de mobilizações políticas em defesa da democracia nos últimos anos. “Não é a primeira vez que nós fazemos esse ato. Esse ato foi feito quando o presidente também voltou”, recordou, ao defender que a população brasileira precisa compreender a gravidade do que ocorreu em janeiro de 2023.

Ainda na avaliação de Benedita, os efeitos do episódio ainda persistem. “O 8 de janeiro não acabou”, declarou, ao mencionar a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no exterior. Para ela, o evento também serve para respaldar as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). “É para não esquecerem”, frisou.

Dosimetria

A parlamentar criticou ainda discursos que, segundo ela, flertam com intervenções externas e desrespeitam a soberania nacional. “Não basta se vestir de verde e amarelo, tem que ter na consciência que esse país tem uma democracia e é um país soberano”, afirmou.

Questionada sobre o projeto de lei que altera a dosimetria das penas, Benedita evitou falar em nome de Lula, mas foi enfática ao expor sua posição pessoal. “Eu sou uma das que penso e acho que o presidente não deve, de forma nenhuma, sancionar esse projeto. Tem que vetar o projeto”, declarou.

O ato no Planalto marca os três anos dos ataques de 8 de janeiro de 2023 e ocorre em meio à expectativa de veto presidencial ao projeto da dosimetria, que pode beneficiar condenados pelos atos antidemocráticos.

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postado em 08/01/2026 11:05
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