
O ex-secretário de cultura durante o governo Bolsonaro e atual deputado federal, Mário Farias (PL-SP), foi às redes sociais nesta segunda-feira (12/1) para defender o ex-presidente após as conquistas brasileiras na cerimônia do Globo de Ouro, nesse domingo (11/1). Em Los Angeles, nos EUA, o Brasil foi representado na cerimônia pelo longa O Agente Secreto, vencedor em duas categorias: Melhor Filme de Língua Não Inglesa; e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura, protagonista da obra.
No X e no Instagram, Farias teceu duras críticas ao ator baiano, que, durante a cerimônia apontu o governo Bolsonaro como "uma manifestação física dos ecos da ditadura". No X, o deputado afirmou que o ex-presidente foi "o único que realmente se preocupou com os verdadeiros artistas — aqueles que estão nas ruas, nos bares e em suas casas humildes".
Veja a postagem feita pelo deputado federal nas redes sociais:
LAVEM A BOCA ANTES DE MENCIONAR O PRESIDENTE BOLSONARO
— MarioFrias (@mfriasoficial) January 12, 2026
Bolsonaro foi o único presidente que realmente se preocupou com os verdadeiros artistas — aqueles que estão nas ruas, nos bares e em suas casas humildes. Artistas, escritores, músicos, cineastas, escultores e todos aqueles… pic.twitter.com/zOVzq8Ko7s
Sem citar fontes, Farias ainda apontou para a existência de "um rombo" criado por "governos anteriores" no valor de R$ 13 bilhões, que, segundo ele, "hoje já se aproxima de R$ 20 bilhões", em meio a favorecimentos de grupos "oligárquicos". No Instagram, o ex-secretário fez críticas a Moura e ao filme. Além de acusar o ator de buscar apenas "autopromoção" com as falas contra Bolsonaro e ignorar os "presos políticos morrendo na cadeia por crimes que sequer existem na Constituição".
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"Esse sujeito posa de defensor da democracia enquanto apoia ditaduras como as de Maduro, Chávez e Lula, além de políticos que flertam abertamente com autoritarismo", escreveu. "Discursa contra o fascismo, mas se cala diante do fato de que é sustentado por um Estado corrupto e violento, que rouba dos mais pobres enquanto seus amigos bilionários, banqueiros e grandes empresários sugam até o último centavo do povo”, completou.
Bolsonaro é citado após conquista dos Globos de Ouro
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi criticado tanto pelo ator baiano quanto pelo diretor do filme vencedor, o pernambucano Kleber Mendonça Filho, durante a premiação. Em discurso após ganhar o troféu e durante conversa com a imprensa depois de descer do palco, o protagonista afirmou que o assunto ainda é atual.
"Temos que continuar fazendo filmes sobre a ditadura. A ditadura ainda é uma cicatriz aberta na vida brasileira", afirmou Moura. "Aconteceu há apenas 50 anos. De 2018 a 2022, tivemos um presidente de extrema-direita, fascista, no Brasil, que é uma manifestação física dos ecos da ditadura", acrescentou.
- Leia também: 'O Agente Secreto' ganha Globo de Ouro: confira todos os prêmios que o filme brasileiro venceu até agora
Já Kleber Mendonça, além de colocar Bolsonaro como "irresponsável de forma épica" por não liderar o país durante a pandemia de Covid-19, descreveu que o Brasil "sofreu uma guinada bem drástica à direita".
Em novembro de 2025, durante a coletiva de imprensa do filme O Agente Secreto, Wagner já havia dito que, durante o governo Bolsonaro, "não havia cinema, não havia nada no Brasil. Ele destruiu a produção cultural cinematográfica". Além disso, apontou a Lei Rouanet, um dos principais pontos do Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), como um dos principais fatores responsáveis para que ele pudesse "existir como ator". "Eu sou fruto das leis de incentivo à Cultura", pontuou.

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