
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (16/1) que o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) “é muito bom, sobretudo, para o mundo democrático e para o multilateralismo". O tratado será assinado amanhã (17) em Assunção, Paraguai.
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O petista deu a declaração à imprensa após encontro com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Palácio do Itamaraty, Rio de Janeiro. Ele não participará da assinatura do tratado, e convidou representantes da UE para a reunião no Rio.
“O acordo que será assinado amanhã em Assunção, no Paraguai, é bom para o Brasil, é bom para o Mercosul, é bom para a Europa e é muito bom, sobretudo, para o mundo democráitico e para o multilateralismo”, discursou.
Para o chefe do Executivo brasileiro, os benefícios do tratado vão além da parceria econômica entre os dois blocos, e fortalecem a comunidade internacional.
“A UE e o Mercosul compartilham valores como o respeito à democracia, ao Estado de Direito e aos direitos humanos. Mais diálogo político e mais cooperação vão garantir padrões elevados de respeito aos direitos trabalhistas e a defesa do meio ambiente”, declarou Lula.
Em sua fala, o líder petista destacou que a assinatura do tratado, negociado há mais de 25 anos, foi prioridade durante o seu mandato recente. Afirmou ainda que determinou que a negociação fosse compatível com os objetivos de promoção do crescimento econômico e reindustrialização do Brasil. “Foram mais de 25 anos de sofrimento e tentativa”, disse.
Desenvolvimento industrial
O presidente comentou ainda que a aproximação entre os dois blocos não vai comprometer o papel do Estado em áreas como Saúde, Desenvolvimento Industrial, Inovação e Agricultura Familiar, e que haverá mais empregos e oportunidades dos dois lados do oceano Atlântico.
“Não nos limitaremos ao eterno papel de exportador de commodities. Queremos produzir e vender bens industriais de maior valor agregado. O acordo prevê dispositivos que incentivam empresas europeias a ampliarem seus investimentos”, afirmou Lula.
Setores produtivos brasileiros estimam um crescimento de R$ 7 bilhões nas exportações com o tratado, que reduz e remove impostos de produtos industriais e do agronegócio, entre outros. Juntos, os blocos somam 718 milhões de pessoas e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 22,4 trilhões.

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