
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli determinou que a Polícia Federal apresente um novo cronograma de depoimentos para os investigados na suposta fraude do Banco Master. Na mesma decisão, o magistrado reduziu de cinco para dois dias o tempo para os agentes realizarem todas as oitivas que, antes, estavam agendados para ocorrer entre 23 e 28 de janeiro.
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Ao justificar a medida, Toffoli aponta que os depoimentos estavam autorizados desde 15 de dezembro e cita "limitação de pessoal e disponibilidade de salas" nas dependências do STF. A PF também disponibilizou a possibilidade de investigados serem ouvidos por meio de videoconferência.
Ao todo, devem ser ouvidos 11 investigados no inquérito, que está sob a relatoria de Dias Toffoli. Além de Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, devem ser ouvidos mais cinco ex-executivos do Master e dois ex-executivos do BRB, além de outros dois empresários. As defesas foram comunicadas que as audiências marcadas anteriormente foram canceladas e serão todas reagendadas.
A investigação da Polícia Federal indica que o Banco de Brasília (BRB) realizou operações consideradas irregulares com o Banco Master numa tentativa de dar fôlego à instituição de Daniel Vorcaro, enquanto o Banco Central analisava a proposta de aquisição. O BRB chegou a formalizar a oferta em março do ano passado, mas o negócio acabou vetado pelo BC.
Nas diligências da segunda fase da Operação Compliance Zero, nesta semana, os agentes recolheram 39 aparelhos celulares; 31 computadores; 30 armas; R$ 645 mil em espécie; 23 veículos, avaliados em R$ 16 milhões; e documentos considerados relevantes para o avanço das investigações. Toffoli determinou que a Procuradoria-Geral da República fique responsável por todo o material aprendido e mantenha os dispositivos eletrônicos carregados e desconectados da internet e rede de telefonia.

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