
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, saiu em defesa da decisão do partido de lançar Carlos Bolsonaro como candidato ao Senado por Santa Catarina e reagiu às críticas feitas por lideranças locais, como o prefeito de Camboriú, Leonel Pavan (PSD), que chamou a estratégia de “loucura”. Em entrevista ao Correio, Valdemar afirmou que a avaliação ignora a trajetória política e o vínculo pessoal de Carlos com o estado.
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“O Carlos sempre frequentou Santa Catarina, tem vários amigos lá e gosta muito do estado”, disse o dirigente. Segundo ele, a mudança de domicílio eleitoral do filho de Jair Bolsonaro (PL) não foi motivada por cálculo frio de conveniência. “Ele renunciou ao mandato de vereador no Rio de Janeiro, uma das cidades mais importantes do Brasil, porque quer morar em Santa Catarina. Não está indo para lá só para se eleger senador. Ele pensa em trabalhar para o estado. Ele vale ouro!”
Valdemar destacou que Carlos Bolsonaro já recebeu convites para disputar eleições em diversos estados. “Mais de 15 estados já ligaram pedindo para ele ser candidato, porque ele ganha eleição. Nós temos pesquisas no Rio de Janeiro e em várias partes do Brasil mostrando isso”, afirmou. Para o dirigente, a narrativa de que o vereador estaria “importando” uma vaga não se sustenta. “Ele não está indo para tomar o lugar de ninguém. Vai porque gosta de Santa Catarina”, insistiu.
A entrada de Carlos na disputa abriu um impasse interno no PL catarinense, envolvendo a deputada federal Caroline de Toni (PL) e o senador Esperidião Amin (PP). Questionado sobre o futuro de Carol, Valdemar transferiu a responsabilidade para o governador Jorginho Mello (PL). “Quem tem que resolver isso é o Jorginho. Cabe a ele resolver essa situação lá, para a Nacional não ter que intervir depois”, afirmou.
Valdemar também elogiou Esperidião Amin, a quem chamou de “grande parceiro” e “político exemplar”. Apesar das divergências internas, garantiu que o partido já bateu o martelo quanto ao destino de Carlos Bolsonaro. “Vai para Santa Catarina, lógico. Inclusive o Jorginho recebe ele bem. Todo o nosso pessoal gosta dele lá”, afirmou, reconhecendo, porém, que há resistências. “É natural. Cada um tem a sua opinião.”
Sobre a possibilidade de Caroline de Toni deixar o PL e migrar para o Novo, Costa Neto disse não acreditar nesse desfecho. “Ela tem todas as condições de se eleger senadora. Sempre fez um trabalho exemplar, principalmente quando foi presidente da CCJ. Acredito que vai haver entendimento.”
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