Investigação

Master: diretor da PF diz que corporação teve acesso a material

Andrei Rodrigues ressaltou que não houve prejuízo à apuração e enfatizou a autonomia da Polícia Federal

Rodrigues destacou que o caso segue com
Rodrigues destacou que o caso segue com "absoluta regularidade" - (crédito: José Cruz/Agência Brasil)

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou, nesta segunda-feira (26/1), que os peritos da corporação tiveram acesso ao material apreendido na segunda fase da operação Compliance Zero, que investiga o suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. Segundo ele, não houve prejuízo à apuração — apesar do recuo do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli após uma decisão polêmica.

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“Nossos peritos já tiveram acesso, a gente teve acesso (ao material apreendido na segunda fase da operação), a instrução segue regular. Não há nenhum prejuízo nesse caso", afirmou o diretor-geral da PF em entrevista após cerimônia de abertura do curso de formação de novos policiais federais.

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Andrei Rodrigues destacou que o caso segue com "absoluta regularidade". "Eu não vou entrar em detalhes operacionais de investigações que ainda estão em andamento, seja essa, seja qualquer outra. O ministro (Ricardo) Lewandowski, na sua aula magna, comentou sobre o papel do juiz em todos os casos, e esse é mais um deles, na absoluta regularidade, que nós seguimos instruindo conforme as determinações do magistrado (Dias Toffoli)", disse.

Durante a fala na abertura do evento, o diretor-geral ressaltou a autonomia da PF. “A Polícia Federal é uma instituição de Estado e tem autonomia. E essa autonomia tem sido garantida desde o primeiro dia da nossa gestão pelo governo federal, pelos ministros, para que nós façamos nosso trabalho de polícia judiciária da União, também de polícia administrativa da União, com isenção e independência como polícia de Estado que somos”, declarou. 

Controvérsias 

A atuação de Toffoli no caso tem sido alvo de questionamentos e críticas entre os Poderes. Além da sequência de recuos em decisões e acusações de interferência na autonomia da Polícia Federal na investigação, é apontada a suposta ligação da família do magistrado com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. 

O ministro do STF criticou a corporação por uma suposta “falta de empenho” no cumprimento de cronogramas e deu uma decisão que impediu os investigadores de acessarem o material recolhido na operação. Depois, o magistrado recuou e deu acesso a quatro peritos da PF escolhidos por ele. 

A categoria de peritos também está incomodada com as decisões de Toffoli. A Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF) havia emitido nota manifestando “preocupação” com o risco de perda de provas, após o ministro do STF decidir que os materiais deveriam ficar sob custódia da PGR. 

Nos bastidores, a PF também criticou a decisão “pouco usual” de Toffoli ao definir nominalmente os quatro peritos que irão atuar no episódio. Segundo o órgão, o delegado do caso é o responsável por fazer a requisição de peritos — e o chefe do setor é quem define os servidores que serão designados para o trabalho, com base na experiência e disponibilidade do órgão.

 

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postado em 26/01/2026 19:14
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