A Justiça de Santa Catarina determinou nesta terça-feira (27/1) a suspensão da lei que proibia a oferta de cotas raciais em universidades do estado. A Lei 19.722/2026 havia sido aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina (Alesc) em dezembro de 2025, e sancionada pelo governador Jorginho Melo na última sexta-feira (23/1).
- Leia também: Lei em Santa Catarina suspende as cotas raciais
A lei havia sido alvo de ações diretas de inconstitucionalidade desde então. Uma delas, inclusive, havia sido protocolada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), e aceita pela Justiça nesta terça. De acordo com a decisão, a "intervenção judicial" não significa uma "substituições do juízo político". A juíza Maria do Rocio Luz Santa Ritta afirma, no documento, que a suspensão foi feita para que se torna possível controlar a "racionalidade constitucional mínima da morma, à luz de parâmetros já estabilizados".
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
De acordo com Mario do Rocio, a legislação aprovada não carrega conteúdo capaz de comprovar que as cotas atentem contra a "igualdade material, compreendida, em sua formulação, clássica, como o tratamento desigual dos desiguais na medida em que se desigualam".
Jorginho Mello (PL) e a Assembleia Legislativa foram intimados para prestar explicações. Todos têm um prazo de 30 dias para isso. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, deu 48 horas para que tanto o governo quanto a Assembleia Legislativa do estado expliquem a legislação.
Saiba Mais
-
Política Caiado deixa o União Brasil e diz buscar novos partidos para se candidatar
-
Revista do Correio Cachorros de filmes: 8 nomes de personagens para se inspirar
-
Política Vera Lúcia diz que debate sobre urnas está superado e alerta para uso indevido de IA nas eleições
-
Política Lula escolhe presidente do Conselhão para substituir Gleisi na SRI
-
Política Presidente do TSE chama atenção para o aumento de desinformação nas eleições
-
Política Lula fala com Macron sobre Conselho de Paz e situação na Venezuela
-
Política "Acredito na Justiça", diz prefeito de Mossoró sobre ação da PF em sua residência
