
O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou nesta quarta-feira (4/2) que a investigação sobre o Banco Master será conduzida “até o fundo do poço” e não poupará responsáveis. Segundo ele, o grupo de trabalho criado no colegiado terá atuação técnica e foco na apuração de possíveis irregularidades envolvendo a instituição financeira.
Renan destacou que não haverá disputa com eventuais comissões parlamentares de inquérito que tratem do mesmo tema e garantiu que o trabalho será firme. “Trata-se de uma das maiores fraudes do sistema financeiro, e a CAE tem o dever de encará-la de frente”, declarou. O plano de trabalho foi aprovado nesta quarta e prevê a atuação conjunta com órgãos de controle.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
Entre as medidas previstas estão a requisição de documentos, inclusive protegidos por sigilo bancário, com base na Lei Complementar nº 105, além de diligências e visitas institucionais. De acordo com o senador, a apuração terá como eixo principal informações de instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Banco Central.
Renan também informou que se reunirá nesta quarta-feira, às 16h30, com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar do acompanhamento das investigações. O chefe da autoridade monetária deverá ser convidado a prestar esclarecimentos aos senadores em data ainda a ser definida. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também será chamado a falar ao colegiado.
Além disso, o presidente da CAE pretende buscar uma reunião com integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) na próxima semana. Segundo ele, o objetivo é alinhar informações institucionais sobre o andamento de investigações que envolvam o banco e possíveis desdobramentos judiciais do caso.
Renan voltou a defender que sejam apuradas eventuais ligações políticas do Banco Master e questionou as entradas do dono da instituição, Daniel Vorcaro, no Palácio do Planalto.
O grupo de trabalho também pretende cobrar explicações de consultorias responsáveis por laudos usados para embasar operações do banco, que o senador classificou como “fraudulentos”. A composição do colegiado reúne senadores de diferentes partidos, em uma tentativa de dar caráter suprapartidário às investigações.

Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil
Brasil