
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou nesta sexta-feira (6/2) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um “cachorro louco”, ao comentar o projeto de lei (PL) da Dosimetria, que reduz as penas para condenados pelos ataques de 8 de janeiro e pela tentativa de golpe de Estado.
Sem citar o nome de Bolsonaro, o petista afirmou que, caso o ex-presidente seja liberado da prisão, “vai tentar morder alguém”. Sobre a possibilidade de o Congresso derrubar o veto presidencial ao projeto, o chefe do Executivo respondeu que fez a sua parte.
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“Você acha que, se você tiver um cachorro louco preso e soltar ele, ele vai sair manso? Ele vai tentar morder alguém”, respondeu Lula ao ser questionado durante entrevista à TV Aratu, de Salvador, Bahia.
“Esse cidadão, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão, tinha um plano para matar o Lula, o (Geraldo) Alckmin e o Alexandre de Moraes. E não foi ninguém da oposição que denunciou, foram os comparsas dele que delataram ele”, acrescentou o presidente.
O PL da Dosimetria foi aprovado em dezembro pelo Congresso Nacional, apesar de resistências da base governista. Porém, Lula vetou o texto em cerimônia no dia 8 de janeiro deste ano. A oposição articula agora a derrubada do veto.
Anistia no futuro
Apesar de criticar a iniciativa, o petista admitiu que pode haver uma anistia a Bolsonaro no futuro, como ocorreu após a ditadura militar.
“É problema do Congresso Nacional. Eu fiz a minha parte. O Congresso fez a dele, aprovou. Eu vetei porque não concordo. Esse cidadão tem que ficar preso. Algum dia pode ter uma anistia para ele, como teve em 1964, 15 anos depois”, comentou o presidente Lula.

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