
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS ouviu, na tarde desta quinta-feira (26/2), Paulo Otávio Montalvão Camisotti, filho do empresário Maurício Camisotti, no mesmo dia em que o colegiado aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fabio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A sessão foi precedida por confusão e chegou a ser suspensa após bate-boca entre parlamentares.
Amparado por um habeas corpus, Camisotti optou por permanecer em silêncio e não respondeu às perguntas dos integrantes da CPMI do INSS. O investigado também abriu mão do tempo reservado para considerações iniciais concedido pela presidência do colegiado.
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Os trabalhos começaram pela manhã, com a votação de requerimentos e pedidos de quebra de sigilo. Logo após a aprovação do requerimento que alcança Lulinha, parlamentares da base governista se dirigiram à mesa da presidência, dando início a uma confusão generalizada, com gritos e empurrões. Diante do tumulto, a sessão foi interrompida por cerca de 15 minutos.
Antes do início das votações, os integrantes da comissão observaram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas das enchentes em Minas Gerais. Concluída a fase de requerimentos, a CPMI retomou a agenda de depoimentos prevista para o dia.
Camisotti é citado na investigação por suposto envolvimento no esquema de descontos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social. Ele aparece mencionado na Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, como sócio da Rede Mais Saúde, empresa que teria recebido recursos de entidades investigadas por fraudes. Segundo apurações, a companhia movimentou R$ 18 milhões entre agosto de 2023 e maio de 2024.
O requerimento de convocação de Camisotti foi apresentado por parlamentares do partido Novo, entre eles o senador Eduardo Girão (CE) e os deputados Marcel Van Hattem (RS), Adriana Ventura (SP) e Luiz Lima (RJ). Também estava previsto o depoimento do deputado estadual Edson Cunha de Araújo, mas ele apresentou habeas corpus e não compareceu novamente ao colegiado.

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