Eleições

Lula ataca gestão de Romeu Zema

Presidente diz que governador de Minas não apresentou "nenhum projeto" ao PAC para obras de prevenção de tragédias

O presidente Lula com o ministro das Cidades, Jader Filho, em evento em Brasília:
O presidente Lula com o ministro das Cidades, Jader Filho, em evento em Brasília: "Zema não apresentou nenhum projeto até agora" - (crédito: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, nesta sexta-feira (27/2), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por omissão por não ter usado uma verba de R$ 3,5 bilhões do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), que foi disponibilizada pelo governo federal ao estado. Ao participar da 6ª Conferência Nacional das Cidades, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), o presidente recorreu ao ministro das Cidades, Jader Filho, para provocar o governador mineiro.

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"Nós colocamos R$ 3,5 bilhões (do PAC) para Minas Gerais. O que o governador tinha de fazer?", perguntou o presidente ao ministro. "Apresentar um projeto e a documentação para que as obras fossem contratadas", respondeu Jader Filho, que complementou a resposta com a informação de que a gestão liderada por Zema não apresentou nenhum projeto até agora.

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Esses recursos, segundo o presidente, seriam repassados a Minas Gerais para financiar obras do PAC. Romeu Zema é um dos nomes mais cotados para ser candidato a vice-presidente na chapa oposicionista de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Minas Gerais, por sua vez, é um dos estados estratégicos na eleição de outubro. Após criticar o governador, Lula anunciou que estará, neste sábado (28/2), em Juiz de Fora para visitar famílias afetadas pelas chuvas intensas que assolam municípios da Zona da Mata mineira.

"Eu vou fazer uma visita, e vou conversar com os prefeitos das cidades (afetadas pelas chuvas)", disse Lula. A ida a Juiz de Fora será a segunda viagem do presidente à região.

Ao longo desta semana, o governo federal anunciou diversas medidas para atender à população afetada pelos temporais e ajudar os prefeitos na tarefa de reconstrução das cidades. Ministros estiveram nas áreas afetadas, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, anunciou a liberação de R$ 800 às famílias desabrigadas. A quantia, destinada a cada membro da família, será encaminhada aos municípios, responsáveis por localizar os desabrigados e aplicar os recursos federais na aquisição de produtos. Além desse recurso, o governo anunciou que benefícios como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) serão adiantados para os beneficiários atingidos.

Xadrez eleitoral

Além da conversa com prefeitos e da visita às famílias impactadas com as chuvas nos municípios da Zona da Mata mineira, a viagem de Lula ao estado governado por Romeu Zema ocorrerá em meio a indefinições da cúpula petista sobre quem representará o governo nas eleições para o Executivo mineiro, em outubro deste ano.

A expectativa do Planalto é o nome do senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e aliado de Lula, para disputar o Executivo de Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, com mais de 16 milhões de eleitores. Até o momento, no entanto, o parlamentar não demonstrou definições sobre se representará o petista no pleito.

Mesmo com a indefinição de Pacheco, aliados do senador têm argumentado que o parlamentar mantém o diálogo com o presidente Lula sobre as eleições deste ano.

Além da indefinição de Pacheco sobre se vai candidatar-se ao governo de Minas neste ano, pesa contra os planos de Lula o fato de o senador ser correligionário do vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD).

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postado em 28/02/2026 03:56
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