O governador do Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, veio ao programa CB.Poder — uma parceria entre Correio e TV Brasília —, nesta terça-feira (24/2) conversar sobre a política brasileira e sua atuação nas eleições de 2026.
Em conversa com os jornalistas Denise Rothenburg e Carlos Alexandre de Souza, o governador afirma que é pré-candidato a reeleição do estado, e que o seu partido, o progressista, está formando uma coalizão de centro-direita que envolve o PL, o PP, o União Brasil, o Republicanos, o PSDB, o MDB e o PSD. Riedel também defendeu uma agenda estruturante para o Brasil.
Siga o canal do Correio no WhatsApp e receba as principais notícias do dia no seu celular
“Será uma eleição contra o PT, que deverá ter candidatos ao governo e ao Senado. Não vejo como não haver polarização novamente. Acredito que veremos o presidente Lula e o PT contra um adversário, e eu apoiarei o adversário do presidente Lula ou o candidato que estiver posicionado no campo da direita; esse será o nosso palanque em Mato Grosso do Sul”, reafirmou.
Para o convidado, não existe uma “terceira via” a Flávio Bolsonaro, mas sim um conjunto de candidatos da direita para as eleições. O governador também acha difícil prever alguma coisa por agora. “Ainda há muito caminho pela frente, mas desse grupo, provavelmente um, dois ou até três (candidatos de direita) estarão no primeiro turno. No segundo turno, a disputa deve se polarizar entre um candidato da direita e outro, provavelmente, da esquerda. E o nosso candidato será o da direita”, explicou.
Riedel destacou a carência de uma agenda estruturante para o Brasil e diz que não se ouve mais falar de reformas de base. “Acordamos hoje com uma decisão do ministro Gilmar Mendes em relação ao Judiciário, mas são questões pontuais. Muitas vezes falta uma elaboração maior para reformas administrativa, previdenciária ou política. O Brasil precisa pensar nisso", disse.
O governador reforçou a necessidade de um debate mais aprofundado. Ele também citou os progressos realizados no estado, como no combate da pobreza extrema e da educação.
“Esse processo de construção é o que falta no debate nacional. Vejo a senadora Tereza e outros quadros qualificados que estão um pouco oprimidos por narrativas políticas intensas. Acredito que podemos mudar essa história com discussões mais qualificadas”, ressaltou.
O político também destacou que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) está preparada para qualquer posição na República, inclusive para a presidência, representando a direita ao lado de nomes como Flávio Bolsonaro, Ratinho Júnior, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite.
“São candidatos liberais na economia que buscam uma nova visão de país, e não apenas focados em narrativas antigas. O discurso recente do presidente mostra conceitos de vinte anos atrás, mas a sociedade e o mundo mudaram completamente”, declarou.
Veja a entrevista:
*Estagiário sob supervisão de Aline Gouveia
Saiba Mais
-
Política Lula reconhece calamidade e mobiliza apoio federal após chuvas em Minas
-
Política Redução de jornada: Motta escolhe Paulo Azi para relatar PEC 6x1
-
Política STF e Congresso articulam transição após suspensão de penduricalhos
-
Política Modelo de tarifa em transporte público está "falido", diz ministro
-
Política Caso Marielle: relatório de Moraes detalha motivação fundiária e prepara caminho para julgamento final
