Penduricalhos

STF e Congresso articulam transição após suspensão de penduricalhos

Proposta será elaborada nos próximos dias para regulamentar verbas indenizatórias e evitar pagamentos acima do teto constitucional

A decisão foi anunciada em nota divulgada pelo STF depois de encontro conduzido pelo presidente da Corte, Edson Fachin, com a participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta -  (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
A decisão foi anunciada em nota divulgada pelo STF depois de encontro conduzido pelo presidente da Corte, Edson Fachin, com a participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional decidiram elaborar uma proposta de regra de transição para disciplinar o pagamento das verbas indenizatórias, conhecidas como “penduricalhos”, após reunião realizada nesta terça-feira (24/2), em Brasília. A iniciativa busca evitar que complementos remuneratórios de servidores públicos ultrapassem o teto constitucional, o que é vedado pela Constituição.

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A decisão foi anunciada em nota divulgada pelo STF depois de encontro conduzido pelo presidente da Corte, Edson Fachin, com a participação dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. Também estiveram presentes o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, além do vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, e ministros do Supremo.

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Segundo o STF, o objetivo do encontro foi discutir “eficiência, transformação e modernização do Estado”. Como encaminhamento, ficou definido que, nos próximos dias, será apresentada uma proposta de regra de transição “em respeito à Constituição e aos limites do teto constitucional”, a fim de uniformizar critérios para o pagamento dessas verbas.

O debate ocorre após decisões recentes dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de penduricalhos no Judiciário e no Ministério Público. Na noite de segunda-feira (23), Gilmar Mendes determinou que essas verbas só poderão ser pagas quando houver previsão em lei aprovada pelo Congresso Nacional.

No início do mês, Flávio Dino concedeu prazo de 60 dias para que os Três Poderes revisem os pagamentos e eliminem aqueles sem base legal ou justificativa. O ministro também determinou que o Congresso aprove uma lei geral para regulamentar as verbas indenizatórias, decisão que se estende a estados e municípios, sem afetar salários fixados em lei.

Nos bastidores, porém, havia preocupação com a dificuldade de avançar com uma nova legislação em ano eleitoral. Diante desse cenário, os participantes da reunião optaram por construir uma proposta de transição, que permita organizar os pagamentos enquanto o Congresso discute uma regulamentação definitiva sobre as exceções ao teto do funcionalismo, atualmente fixado em R$ 46.366,19, valor equivalente ao subsídio dos ministros do STF.

Veja a nota do STF na íntegra:

Reuniram-se nesta terça-feira (24), na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), os presidentes do STF e do CNJ, ministro Edson Fachin, do Senado Federal, Davi Alcolumbre, da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, do Tribunal de Contas da União, Vital do Rego, o vice-procurador geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, o vice-presidente do STF, ministro Alexandre de Moraes, e os ministros relatores Gilmar Mendes (ADI 6606) e Flávio Dino (RCL 88319), com o objetivo de tratar da eficiência, transformação e modernização do Estado.

Como encaminhamento, deliberou-se que nos próximos dias será formulada proposta de regra de transição, em respeito à Constituição e aos limites do teto constitucional.

A reunião reflete um esforço de cooperação mútua, buscando o equilíbrio entre a autonomia institucional e o rigor fiscal demandado pela sociedade. O encontro acontece na sequência de reunião do presidente do STF, do vice-presidente do STF e do ministro Flávio Dino com o ministro da Fazenda substituto, Dario Durigan, realizada dia 23.

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postado em 24/02/2026 11:36 / atualizado em 24/02/2026 12:38
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