
Dados do celular apreendido de Daniel Vorcaro mostram que ele e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes trocaram mensagens durante o dia da prisão do dono Banco Master, em novembro de 2025. Conforme divulgado pela coluna de Malu Gaspar, do jornal Globo, nesta sexta-feira (6/3), a conversa entre os dois se estendeu da manhã até a noite, quando houve a abordagem policial no Aeroporto Internacional de Guarulhos.
As mensagens mostram que Vorcaro informava ao ministro sobre as negociações de vendas do banco e indicam uma suposta conversa sobre um inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília
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O banqueiro afirmou ao magistrado que um vazamento “será péssimo, mas pode ser um gancho para entrar no circuito do processo”. Ele também aparece perguntando ao ministro por novidades e questiona: “Conseguiu bloquear?”
A conversa acontecia por meio de prints de blocos de notas enviados com visualização única. Dessa forma, embora as mensagens de Vorcaro continuassem disponíveis no celular apreendido, as de Moraes não podem mais ser acessadas.
Em um dos trechos obtidos, Vorcaro também faz menção ao Banco de Brasília (BRB). “De um lado, acho que o tema de que falamos começou a dar uma vazada, obviamente sem qualquer detalhes (sic). No entanto, a turma do BRB me disse que tá tendo um movimento de sacanagem do caso. E que a mesma jornalista de antes estava fazendo perguntas lá”, escreveu.
A proposta de compra do Grupo Fictor pelo Banco Master também foi tema das conversas, com Vorcaro citando uma tentativa de “antecipar os investidores” e a possibilidade de “assinar e anunciar ainda hoje uma parte”. Ele também fala sobre “ir pra lá tentar assinatura dos demais investidores estrangeiros”. O horário das mensagens coincide com a divulgação da imprensa sobre a compra.
Nem o ministro e nem a defesa de Vorcaro se manifestaram sobre as mensagens. Mais cedo, no entanto, Moraes havia respondido em nota que ao Globo que “não recebeu as mensagens referidas na matéria” e que “trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o STF”.
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