CASO MASTER

Defesa de Vorcaro pede investigação sobre vazamento de dados

Advogados do dono do Banco Master acionam o STF após divulgação de mensagens atribuídas a celulares apreendidos pela investigação

Segundo os advogados, o espelhamento dos dados dos aparelhos foi entregue à defesa apenas em 3 de março de 2026 -  (crédito: Reprodução/Youtube)
Segundo os advogados, o espelhamento dos dados dos aparelhos foi entregue à defesa apenas em 3 de março de 2026 - (crédito: Reprodução/Youtube)

A defesa do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, pediu nesta sexta-feira (6/3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de uma investigação para apurar a origem de vazamentos de informações consideradas “sigilosas” que teriam sido extraídas de “telefones celulares apreendidos” no curso das investigações contra o banqueiro.

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Segundo os advogados, o espelhamento dos dados dos aparelhos foi entregue à defesa apenas em 3 de março de 2026. O material, armazenado em um HD, teria sido lacrado imediatamente após a entrega, em procedimento acompanhado por autoridade policial, advogados e um tabelião, com o objetivo de garantir a preservação do sigilo.

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Mesmo assim, nas últimas semanas começaram a circular em veículos de imprensa mensagens que teriam sido retiradas desses dispositivos. Entre os conteúdos divulgados, segundo a defesa, estão conversas de caráter pessoal e diálogos que envolveriam “terceiros não envolvidos com o caso”, “além de supostas dialogos com autoridades até o ministro do STF Alexandre de Moraes”.

Os advogados afirmam que o material divulgado pode ter sido “editado ou apresentado fora de contexto” e ressaltam que, até o momento, a própria defesa ainda não teve acesso integral ao conteúdo dos aparelhos.

Diante disso, a defesa solicitou ao Supremo que determine a abertura de inquérito para identificar como as informações teriam saído do circuito restrito da investigação. No pedido, os advogados também requerem que a autoridade policial apresente uma lista com os nomes de todas as pessoas que tiveram acesso aos dados extraídos dos celulares.

A defesa sustenta que o objetivo não é apurar a atuação de jornalistas ou de quem “eventualmente tenha recebido as informações”, mas identificar possíveis responsáveis pela guarda do material sigiloso que possam ter descumprido o dever legal de preservá-lo.

Correio entrou em contato com a assessoria do STF para um posicionamento mas até a publicação da matéria não obteve resposta.

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postado em 06/03/2026 08:53 / atualizado em 06/03/2026 12:18
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