
Ao comentar indiretamente o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que os drones utilizados no Brasil têm a principal finalidade de fomentar a tecnologia na agricultura. "Aqui os nossos drones são para agricultura, para fins de tecnologia e não para guerra”, disse Lula, nesta segunda-feira (9/3), durante pronunciamento após reunião com o presidente da África do Sul, Ramaphosa Cyril, no Palácio do Planalto.
Em discurso, o líder brasileiro também pontuou que tanto Brasil quanto América do Sul não prezam pela bomba atômica por se tratar de região “de paz”. “Aqui, presidente Ramaphosa, uma coisa importante. Aqui, na América do Sul, nós nos colocamos como uma região de paz. Aqui ninguém tem bomba nuclear, aqui ninguém tem bomba atômica”, acrescentou.
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"Se a gente não se preparar na questão de defesa, qualquer dia alguém invade a gente", apontou Lula. "Vamos juntar o nosso potencial e ver o que a gente pode produzir e construir junto. Não precisamos ficar comprando dos senhores das armas, nós poderemos produzir o que precisamos", indicou o brasileiro.
Acordos e aproximação
Na quarta visita a Brasília, o líder sul-africano Ramaphosa destacou que a África do Sul deve ser uma espécie de porta de entrada do Brasil ao continente africano, enquanto o Brasil deve ser o portal da África do Sul para a América do Sul e o Caribe.
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“Essa visita (desta segunda) fortalece os elos que nós temos e os laços que temos e para nos apoiar um processo de cooperação regional mais amplo”, pontuou Ramaphosa.
Entre os acordos selados, os dois presidentes assinaram memorandos em prol de ações para a defesa, o fomento a turismo, e o fortalecimento das relações comerciais.
O presidente Lula convidou Ramaphosa Cyril para participar do Fundo Florestas Tropicais Para Sempre (TFFF) e demonstrou interesse na criação de parcerias para exploração de minerais crtícios.

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