
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados deve analisar, na próxima terça-feira (17/3), requerimento apresentado pelo deputado Messias Donato (Republicanos-ES) solicitando medidas extraordinárias de segurança para garantir a integridade física do banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Bueno Vorcaro, atualmente custodiado na Penitenciária Federal de Brasília, no Complexo da Papuda.
O parlamentar pede que sejam enviados ofícios ao Ministério da Justiça e Segurança Pública e à Polícia Federal para que adotem providências adicionais de proteção ao preso, diante do que classificou como um cenário de risco elevado decorrente das investigações em curso.
Vorcaro — apontado como principal gestor e controlador do Banco Master — foi preso preventivamente no início de março durante a terceira fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras bilionárias e lavagem de dinheiro.
De acordo com o deputado, o fato de o banqueiro supostamente liderar um grupo conhecido como “A Turma”, descrito como uma espécie de milícia privada usada para monitorar e intimidar adversários, juntamente com as suspeitas de acesso indevido a sistemas e dados sensíveis de órgãos públicos, pode aumentar os riscos à segurança dele, especialmente diante da possibilidade de que ele venha a colaborar com as investigações.
“A custódia pode tornar o preso alvo tanto de antigos associados quanto de terceiros interessados em manter fatos ocultos”, afirma o parlamentar no documento.
O requerimento também cita a situação de outro investigado no caso, Luiz Philippe Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que teria tentado suicídio após a prisão. Para o deputado, o episódio indica um ambiente de forte pressão entre os envolvidos.
Na justificativa, Donato menciona ainda que o relator do processo no Supremo Tribunal Federal, ministro André Mendonça, teria registrado preocupação com o risco à integridade física de pessoas relacionadas à investigação, ao autorizar medidas cautelares no caso.
Caso aprovado, o requerimento determinará o envio de ofícios às autoridades responsáveis para que avaliem e adotem medidas adicionais de segurança na unidade prisional onde o banqueiro está detido.

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