
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), indicou que o Congresso não deve acelerar a proposta que prevê mudanças na jornada de trabalho e o possível fim da escala 6x1. Em almoço com a Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE) nesta segunda-feira (16/3) o parlamentar defendeu que o tema seja tratado com cautela e por meio de proposta de emenda à Constituição (PEC), ampliando o debate entre os setores envolvidos.
“O Congresso não vai tratar esse tema de forma atropelada. É preciso ouvir todos os setores e trabalhar com dados para que a decisão seja tomada com responsabilidade”, afirmou que ainda pontuou que a escolha pelo formato de PEC permite maior tempo de discussão e exige construção de consenso, diante dos impactos econômicos e sociais da medida. Na sequência, o presidente da FPE, Joaquim Passarinho (PL-PA), reforçou a necessidade de tratar o tema sob uma ótica técnica e não apenas política, em meio a um cenário de polarização no Congresso.
“Nós sabemos que temos um plenário bem dividido, polarizado, e a gente consegue fazer esse trabalho de, independente de partido político, trazer os temas e pautar essas matérias de uma forma melhor para o Brasil”, disse.
Passarinho também defendeu que o debate vá além da escala semanal e se concentre na jornada de trabalho, como ocorre em outros países.
“O mundo não fala em escala, fala em jornada de trabalho. Temos setores que já operam próximos das 40 horas, mas outros têm mais dificuldade. Não podemos acelerar isso sem medir os impactos”, afirmou.

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