
A sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS foi marcada por bate-boca e troca de ofensas entre parlamentares, nesta sexta-feira (27/3), pouco antes da leitura do relatório final. A confusão envolveu o relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), e interrompeu momentaneamente os trabalhos.
Durante a apresentação inicial, Gaspar leu uma poesia como introdução ao relatório, o que gerou reação imediata de Lindbergh. O petista criticou o tom adotado pelo relator e questionou a condução da sessão. Em meio às críticas, dirigiu ofensas ao colega, classificando a apresentação como um “circo”.
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A tensão aumentou quando, segundo relatos da sessão, Lindbergh chamou o relator de “estuprador”. A declaração provocou reação imediata de Gaspar, que rebateu com novas acusações e elevou o tom do confronto diante dos demais integrantes da comissão.
Diante do embate, a leitura do relatório foi interrompida por alguns minutos. A situação foi contornada após intervenção do presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), que buscou restabelecer a ordem e permitir a continuidade dos trabalhos.
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Viana repreendeu a fala de Lindbergh, classificando a acusação como grave e inadequada ao ambiente parlamentar. O senador afirmou que o episódio poderá ser encaminhado ao Conselho de Ética e reforçou a necessidade de respeito entre os membros da comissão.
Apesar do clima de tensão, o presidente decidiu não suspender a sessão e determinou a retomada da leitura do relatório final. Ele também alertou que poderia retirar o deputado da sessão caso novas interrupções ocorressem, garantindo ao relator o direito de concluir sua apresentação.
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