
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, durante conversa com jornalista nesta segunda-feira (30/3), comentou a escolha do PSD pelo governador de Goiás, Ronaldo Caiado, para a disputa ao Planalto. Para a ministra, o perfil de Caiado é o de uma "figura mais agressiva" em comparação a outros nomes da oposição, como Eduardo Leite, mas ela minimizou o potencial de crescimento dessa via alternativa.
Contudo, Gleisi avalia que a realidade política brasileira, marcada por uma forte polarização, impede que candidaturas de "terceira via" consigam furar a bolha dos campos já estabelecidos. "As coisas estão muito consolidadas. É muito difícil ele, por exemplo, conseguir um espaço que seja maior. Acho que vai ficar muito na periferia da eleição", afirmou a ministra.
A ministra também destacou que a estratégia do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não será alterada em função do adversário. De acordo com ela, a gestão seguirá focada na defesa de suas realizações e propostas. Gleisi acrescentou que ainda é incerta a adesão de setores da extrema direita e do agronegócio à eventual candidatura de Caiado.
O PSD vai oficializar o nome do governador goiano como pré-candidato à Presidência em coletiva marcada para as 16h desta segunda-feira, na sede da legenda em São Paulo. Internamente, Caiado disputava a indicação com Eduardo Leite e o governador do Paraná, Ratinho Júnior, que desistiu da corrida presidencial na semana passada.
Após a definição, Leite manifestou publicamente discordância da escolha. Em vídeo divulgado nas redes sociais, afirmou que a candidatura de Caiado “tende a manter esse ambiente de polarização radicalizada que tanto limita o nosso país”. O governador gaúcho defendeu uma alternativa de “centro liberal, democrático”, baseada no diálogo e na conciliação. Por outro lado, Ratinho Júnior declarou apoio a Caiado. Em nota, ressaltou o perfil administrativo do governador goiano e afirmou que o PSD demonstrou compromisso com a democracia ao conduzir um processo interno de escolha pautado pelo debate.
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Gleisi Hoffmann deixará o comando da Secretaria de Relações Institucionais para se dedicar à candidatura ao Senado pelo Paraná nas eleições de outubro. A saída já havia sido confirmada pela ministra no início do mês, durante participação em evento sobre políticas públicas voltadas ao combate ao feminicídio.

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