O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, afirmou nesta segunda-feira (2/3) que “nada de crime organizado sobrevive sem ter infiltração e tolerância do Estado”. A declaração foi dada durante entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Durante a entrevista, o parlamentar comentou as investigações que envolvem o Banco Master e explicou como o caso ampliou o debate sobre possíveis esquemas criminosos no mercado financeiro. Segundo ele, estruturas ilícitas com fins patrimoniais dependem de brechas institucionais para prosperar.
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A CPI convocou os irmãos do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), para prestar esclarecimentos sobre transações financeiras entre a empresa Maridt Participações e um fundo de investimentos ligado ao Banco Master.
Para o senador, há diferenças entre organizações criminosas tradicionais e esquemas financeiros sofisticados, mas ambos compartilham a necessidade de infiltração. “Você tem esquema criminoso que tem o objetivo de lucro, é patrimonial. Mas para fazer isso funcionar, você tem que estar infiltrado dentro das instituições”, afirmou.
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Ele acrescentou que a sobrevivência dessas estruturas depende da omissão ou conivência de órgãos de controle. “Nada de crime organizado sobrevive sem ter infiltração e tolerância do Estado. Isso vale para a facção e para quem está no mercado financeiro. Se os reguladores não estiverem omissos ou coniventes, você vai ter o combate”, disse.
Vieira também destacou que o caso do Master representa um salto na dimensão do problema investigado pela CPI. “O Banco Master dá um aumento exponencial na infiltração, seja pelos valores ou pelo alcance político”, afirmou o relator.
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