GOLPE DE ESTADO

Moraes nega prisão domiciliar a Bolsonaro

Com a decisão, publicada nesta segunda-feira (2/3) pelo magistrado, o ex-presidente continua preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do DF, conhecido como Papudinha

A defesa de Jair Bolsonaro alegou que o ruído chegou a causar um desconforto de forma extrapolante, podendo afetar a saúde e a integridade física do ex-mandatário. -  (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)
A defesa de Jair Bolsonaro alegou que o ruído chegou a causar um desconforto de forma extrapolante, podendo afetar a saúde e a integridade física do ex-mandatário. - (crédito: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão domiciliar humanitária feito pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

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Com a decisão, publicada nesta segunda-feira (2/3) pelo magistrado, o ex-presidente continua preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. 

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Como justificativa para negar o pedido de prisão domiciliar de Bolsonaro, a decisão de Moraes elencou uma série de direitos concedidos ao ex-presidente, durante seu cumprimento de pena, na Papudinha.

Na decisão, o magistrado conclui que o fato de Jair Bolsonaro ter recebido, no últimos dias, visitas de políticos corrobora o argumento de que ele tem boas condições físicas e mentais. 

“Da relação de visitas informadas pela instituição custodiante, podemos verificar que o apenado tem recebido grande quantidade de visitas de deputados federais, senadores, governadores e outras figuras públicas, comprovando a intensa atividade política, o que corrobora os atestados médicos no sentido de sua boa condição de saúde física e mental”, escreve um trecho da decisão assinada por Alexandre de Morais.

Visitas

Transferido à Papudinha em janeiro, o ex-presidente  tem recebido visitas de figuras-chave da direita brasileira. Entre os visitantes, estão nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos); o presidente do PL, Valdemar da Costa Netto; e o deputado federal Nikolas Ferreiras (PL-MG).

Na decisão, o juiz também lembra que, enquanto esteve preso em seu domicílio, Jair Bolsonaro tentou romper a tornozeleira eletrônica. 

“Não se verifica a presença dos requisitos excepcionais para a concessão de prisão domiciliar humanitária, em face dos reiterados descumprimentos das medidas cautelares durante toda a ação penal, os atos concretos de tentativa de fuga, inclusive com o rompimento do monitoramento eletrônico e o resultado da perícia médica oficial, no sentido da total adequação do ambiente prisional às necessidades médicas do apenado, com absoluto respeito à sua saúde e à dignidade da pessoa humana, a demonstrar as condições plenamente satisfatórias do cumprimento da pena de Jair Messias Bolsonaro, conforme detalhado relatório de suas atividades”, completou a decisão.

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postado em 02/03/2026 18:43
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