Escândalo do INSS

Rogério Correia critica cancelamento de sessão da CPMI do INSS: 'Cortina de fumaça'

Deputado afirma que reunião desta quinta-feira (5/3) teria votação de quebras de sigilo e novos desdobramentos sobre o Banco Master

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) criticou o cancelamento da sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), prevista para esta quinta-feira (5/3). Segundo o parlamentar, a reunião teria votações importantes, incluindo requerimentos para quebra de sigilo de pessoas e entidades citadas nas investigações.

De acordo com o deputado, entre os pedidos que seriam analisados estavam medidas envolvendo pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado em operações da Polícia Federal relacionadas ao Banco Master. Correia afirmou que também havia solicitação para quebra de sigilo de um pastor apontado como sócio e aliado do empresário, que recentemente foi preso.

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Na avaliação do parlamentar, os novos desdobramentos das investigações estariam revelando um “núcleo central” de relações envolvendo o banco e figuras políticas ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O deputado afirmou que os fatos reforçariam suspeitas de vínculos políticos e financeiros que precisam ser esclarecidos pela comissão.

Correia também citou mensagens atribuídas ao banqueiro e ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), defendendo que eventuais relações entre políticos e investigados sejam apuradas pela CPMI. O parlamentar mencionou ainda o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), dizendo que qualquer participação de agentes públicos deve ser investigada.

O deputado afirmou ter dúvidas sobre o avanço das apurações diante da condução dos trabalhos da comissão. Ele criticou o presidente do colegiado, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), e o relator Alfredo Gaspar (União-AL), e disse temer que requerimentos considerados sensíveis não sejam colocados em votação.

Ao comentar a quebra de sigilo do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, declarou que os dados divulgados até agora não indicam ligação com irregularidades investigadas pela comissão. Para o petista, a medida foi usada politicamente para tentar desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e desviar o foco das apurações sobre o Banco Master.


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