O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta um quadro de broncopneumonia bilateral considerado grave e deverá permanecer internado sob monitoramento hospitalar, segundo informou nesta sexta-feira (13/3) o médico Brasil Caiado, em coletiva de imprensa na porta do Hospital DF Star.
De acordo com o médico, Bolsonaro começou a passar mal por volta das duas da manhã. “O presidente apresentou um quadro de febre alta, enjoo, dor de cabeça forte e muito calafrio, com forte mal-estar. Horas depois, ele foi atendido pela equipe do Samu, e na avaliação inicial já foi suspeitado um quadro infeccioso”, relatou Caiado.
O médico disse que foi chamado logo após o atendimento inicial e que, ao examinar Bolsonaro, constatou sinais clínicos preocupantes, entre eles alteração na ausculta pulmonar e queda no estado geral.
“O exame clínico já mostrava uma alteração na ausculta pulmonar, uma queda abrupta do estado geral dele e o que chamou muita atenção foi a queda da saturação”, afirmou.
Segundo Caiado, a saturação de oxigênio chegou a cerca de 80%, quando o normal seria entre 95% e 96%. A situação exigiu suporte imediato com oxigênio ainda no local de custódia, antes da remoção ao hospital.
No DF Star, o ex-presidente foi submetido a exames de imagem e laboratoriais. A tomografia confirmou a suspeita inicial da equipe médica. “A tomografia confirmou a nossa suspeita inicial, mostrando uma broncopneumonia bilateral, mais acentuada à esquerda”, disse o médico.
Caiado afirmou que a extensão da infecção pulmonar chamou a atenção da equipe e que o quadro atual é mais amplo do que episódios anteriores enfrentados por Bolsonaro. “Essa pneumonia é a maior, mais acentuada em relação às outras todas que ele já teve”, declarou.
De acordo com o médico, a origem do problema pode estar associada a episódios de refluxo gastroesofágico, condição que o ex-presidente já apresenta há algum tempo. Em casos desse tipo, o conteúdo do estômago pode ser aspirado para o pulmão, provocando uma infecção pulmonar aguda.
“Quando esse refluxo é aspirado para o pulmão, causa uma pneumonia aguda, grave”, explicou.
O tratamento foi iniciado imediatamente com dois antibióticos administrados por via intravenosa. Segundo Caiado, Bolsonaro apresentou leve melhora inicial, mas ainda relata sintomas como náusea, dor de cabeça e dores musculares. “Agora precisamos aguardar a resposta do organismo ao medicamento”, apontou.
O médico disse que não é possível prever o tempo de internação, mas destacou que quadros desse tipo exigem acompanhamento hospitalar.
“Não acredito que ele volte nos próximos dias. Como o tratamento é venoso, ele precisa ser feito em ambiente hospitalar, com monitoramento 24 horas por dia”, explicou.
Caiado também ressaltou que infecções pulmonares em pacientes acima de 70 anos tendem a exigir maior atenção, pois podem evoluir para quadros mais graves. “A pneumonia em pacientes acima de 70 anos sempre é grave, porque pode evoluir para septicemia”, afirmou.
A equipe médica continuará monitorando o quadro clínico nas próximas horas para avaliar a evolução da infecção e a resposta ao tratamento com antibióticos. Um novo boletim médico deve ser divulgado após as próximas avaliações clínicas.
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