Ex-presidente preso

Carlos diz estar 'aliviado' com prisão domiciliar do pai, mas chama medida de 'migalha ditatorial'

Filho de Jair Bolsonaro ressaltou que o benefício humanitário concedido por Moraes "não fecha o debate, e sim inicia", já que, segundo ele, o ex-presidente "não deveria sequer estar preso"

O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) afirmou estar “extremamente aliviado” com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de conceder prisão domiciliar temporária ao ex-presidente Jair Bolsonaro, nesta terça-feira (24/3). O dirigente do PL em Santa Catarina, porém, classificou a medida humanitária como “migalha ditatorial".

“É óbvio que fico extremamente aliviado em finalmente ver meu pai em casa, podendo ser cuidado de forma mais adequada, aumentando sua possibilidade de sobreviver frente a tantas comorbidades médicas expostas ao longo de meses”, escreveu na rede social X.

“Mas isso não pode ser tratado como justiça e nem celebrado como tal, frente a um processo repleto de ilegalidades expostas pela própria imprensa! [...] Eu quero ver o presidente em casa, mas não devemos, de maneira nenhuma, normalizar o fim de sua liberdade e comemorar migalhas ditatoriais”, seguiu.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e estava detido na Papudinha até ser internado no hospital DF Star, em Brasília, em 13 de março, com broncopneumonia.

Moraes autorizou a prisão domiciliar de 90 dias para que o ex-presidente possa se recuperar do último problema de saúde. Após o término do período estipulado, as condições de saúde do pai do ex-vereador serão reanalisadas, com o intuito de decidir se ele fica permanentemente em casa.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

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