Congresso

Dino e Moraes lideram maioria contra prorrogação da CPMI do INSS

Ministros divergem de Mendonça e consideram inconstitucional estender prazo da comissão; placar chega a 3 a 1 no plenário

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria de 3 votos a 1 contra a decisão do ministro André Mendonça que autorizou a prorrogação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os ministros Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin votaram para derrubar a medida, abrindo maioria no plenário da Corte.

Ao apresentar seu voto, Dino se posicionou contra o entendimento de Mendonça e considerou que a ampliação do prazo da CPMI não encontra respaldo constitucional. O ministro indicou que a prorrogação, da forma como foi concedida, extrapola os limites institucionais e não pode ser determinada por decisão judicial individual.

Na mesma linha, Moraes reforçou a divergência e também votou pela não validação da liminar. Durante o julgamento, o ministro adotou tom crítico em relação a atos praticados no âmbito da comissão e chegou a classificar algumas condutas como “criminosas”, o que elevou a tensão no plenário.

Os votos de Dino e Moraes foram determinantes para consolidar a maioria contrária à prorrogação. Ambos defenderam que a extensão do funcionamento de uma CPMI deve seguir estritamente os ritos previstos no Congresso Nacional, sem possibilidade de intervenção que substitua decisões políticas internas do Legislativo.

Relator do caso, Mendonça havia votado para manter a própria decisão, argumentando que a prorrogação seria um direito das minorias parlamentares. Para ele, impedir a continuidade da comissão poderia frustrar a apuração de fraudes bilionárias envolvendo aposentados e pensionistas do INSS.

O julgamento ocorre no plenário físico do STF e ainda será concluído com os votos dos demais ministros. A decisão final terá impacto direto sobre o futuro da CPMI, que investiga irregularidades em benefícios previdenciários e pode ser encerrada sem a ampliação do prazo inicialmente pretendida.

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