O deputado federal Nikolas Ferreira classificou a primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, como "sonsa" ao rebater um vídeo em que ela defende o projeto de lei que trata da misoginia.
No vídeo publicado nas redes, o parlamentar criticou a proposta e afirmou que o texto não trata de agressão contra mulheres, mas de um suposto controle sobre o que pode ou não ser dito. “Não adianta vir com essa fala mansa e essa cara de sonsa (...) querendo colocar como se eu estivesse explicando uma lei da misoginia que, na verdade, não tem nada a ver com agressão contra mulher, mas com patrulhamento do que pode ou não ser dito”, disse.
Intitulado “minha resposta à Janja”, o vídeo tem cerca de nove minutos. Nele, Nikolas também acusa a primeira-dama e apoiadores do projeto de utilizarem o termo misoginia para “calar quem discorda”.
O deputado ainda citou o caso do ex-ministro Silvio Almeida, demitido após denúncias de assédio, para criticar o que chamou de “silêncio seletivo”. Segundo ele, Janja se solidarizou com a vítima, mas não se posicionou contra o ex-ministro. “Isso é defender as mulheres que te convêm e se silenciar quando não te convém”, afirmou.
O parlamentar ainda criticou mudanças no governo federal e afirmou que mulheres teriam sido substituídas por homens por articulação política. “Foram demitidas para poder abarcar homens do Centrão”, declarou.
Durante o vídeo, Nikolas também rebateu o argumento de que o projeto ajudaria a reduzir a violência contra mulheres. Ele citou dados e afirmou que, entre 2003 e 2013, os casos de mortes de mulheres cresceram cerca de 10% e que, entre 2022 e 2023, houve aumento de 1,6%. “Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu marido”, disse.
Em outro trecho, voltou a criticar diretamente a primeira-dama: “Não adianta vir com essa fala mansa, com discurso ensaiado, porque as pessoas sabem exatamente quem você é”, afirmou.
Na sexta-feira (27/3), Janja defendeu o projeto e rebateu críticas nas redes sociais. Sem citar diretamente o deputado, ela afirmou que há disseminação de informações falsas sobre a proposta. “Enquanto você se preocupava em editar seu vídeo bonitinho, uma mulher era morta”, disse.
Em resposta, o parlamentar citou dados sobre mortes de mulheres durante governos anteriores e voltou a criticar a gestão federal. “Não fui eu que fui presidente da República, foi o seu marido”, afirmou.
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