
O Abril Indígena teve início, ontem, com a abertura da 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília. Considerada a principal mobilização de povos originários do país, a iniciativa reúne lideranças de diferentes regiões para uma semana de debates, articulações políticas e manifestações públicas na capital federal.
Realizado até 11 de abril no Eixo Cultural Ibero-Americano, o encontro traz como tema "Nosso futuro não está à venda: nós somos a resposta" e é organizado pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). A programação está estruturada em cinco eixos que abordam desde a defesa dos territórios até o fortalecimento da democracia e o enfrentamento à crise climática.
Entre os principais pontos da mobilização está a crítica a propostas em tramitação no Congresso Nacional consideradas prejudiciais aos direitos indígenas. Lideranças apontam, por exemplo, iniciativas relacionadas ao Marco Temporal, à exploração econômica em terras indígenas e a projetos ligados ao agronegócio como ameaças diretas aos territórios tradicionais.
Hoje, o acampamento promove a plenária "Memória, Verdade e Justiça para os Povos Indígenas", que discute violações cometidas durante a ditadura militar e propõe a criação de uma Comissão Nacional Indígena da Verdade. A atividade integra uma agenda que busca ampliar o debate sobre justiça de transição para os povos originários.
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