CPI do crime organizado

Galípolo nega ligações com Moraes e diz que encontros no STF foram institucionais

Presidente do Banco Central diz, em CPI, que reuniões com ministro ocorreram de forma transparente e rejeita insinuações de interferência no caso Banco Master

Galípolo também negou qualquer relação profissional com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro -  (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)
Galípolo também negou qualquer relação profissional com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro - (crédito: Carlos Vieira/CB/D.A.Press)

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou ter mantido contatos telefônicos com o ministro Alexandre de Moraes para tratar do caso envolvendo o Banco Master. Em depoimento à CPI do Crime Organizado, no Senado, ele afirmou que as interações com o magistrado ocorreram exclusivamente em reuniões presenciais e institucionais no Supremo Tribunal Federal (STF).

A declaração foi dada após questionamentos do senador Eduardo Girão (Novo-CE), que citou reportagens sobre supostas ligações entre Galípolo e Moraes. O chefe da autoridade monetária rebateu a informação e classificou como incorreta a versão de que teria havido telefonemas. “Jamais falei com o ministro por ligação telefônica”, afirmou.

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O CORREIO BRAZILIENSE NOGoogle Discover IconGoogle Discover SIGA O CB NOGoogle Discover IconGoogle Discover

Galípolo explicou que esteve com Moraes no STF, assim como com outros ministros, no contexto de discussões relacionadas à chamada Lei Magnitsky e seus possíveis impactos institucionais. Segundo ele, os encontros seguiram a normalidade do diálogo entre órgãos e não tiveram caráter excepcional ou direcionado ao Banco Master.

O presidente do Banco Central também negou qualquer relação profissional com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. Questionado sobre possíveis contratos com a instituição financeira investigada, ele afirmou não ter mantido reuniões de trabalho com ela. “Jamais tive contato nesse sentido”, disse, ressaltando que eventuais encontros ocorreram apenas em ambientes sociais.

Durante a oitiva, Galípolo reforçou que não há registros, em processos internos ou auditorias, de irregularidades atribuídas ao ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto no caso da autorização societária envolvendo o Banco Master, em 2019. Ele destacou que as decisões seguiram os trâmites técnicos previstos à época.

A CPI investiga possíveis irregularidades na atuação do Banco Master e eventuais conexões com órgãos públicos. No depoimento, Galípolo reiterou que o Banco Central tem colaborado com as investigações, fornecendo dados aos órgãos de controle, enquanto mantém o cumprimento das regras de sigilo previstas na legislação vigente.

 

  • Google Discover Icon
postado em 08/04/2026 12:36
x