
A direção nacional da Rede Sustentabilidade afirmou ter recebido com “indignação e perplexidade” a nota da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, divulgada no sábado (4/4), na qual ela anuncia sua permanência na legenda. Segundo a sigla, em nota publicada nas redes sociais na última terça-feira (7/4), Marina se recusa a dialogar com o diretório do partido.
Ainda de acordo com a REDE, as especulações sobre uma possível saída da ex-ministra partiram dela e de seu grupo, e não da direção. “A REDE não tem dono. É um partido construído para conviver com divergências, sem submissão a vontades individuais”, diz trecho da nota.
O partido também relembra outros momentos em que a relação de Marina com a legenda esteve abalada. Entre os episódios citados estão o apoio a Aécio Neves em 2014, a defesa do impeachment de Dilma Rousseff e a concordância com a intervenção federal no Rio de Janeiro. “Mesmo diante desse giro político, que custou à REDE a perda de quadros importantes, jamais houve sanção, censura, perseguição ou declarações de autoritarismo”, afirma.
A sigla sustenta ainda que não atender a pretensões pessoais de uma liderança não configura autoritarismo. “É compromisso com a vida democrática interna. Democracia exige respeito às decisões coletivas, e não o direito de uma minoria de paralisar o partido, judicializar impasses políticos ou tentar bloquear suas contas”, diz outro trecho.
A REDE reforça que não houve expulsão, mas sim uma tentativa frustrada de esvaziamento eleitoral. “Não prosperou diante da chegada de novas lideranças, como Luizianne Lins e André Janones. Alguns saíram; outros permaneceram, inclusive a própria ex-ministra, ainda com obrigações partidárias a cumprir”, conclui a nota.
Marina anunciou, no dia 4 de abril, que decidiu permanecer na Rede Sustentabilidade para “continuar trabalhando pela restauração dos princípios e valores” do partido.
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“A permanência na Rede é uma decisão política que reafirma o compromisso com a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com uma vitória importante em São Paulo de Fernando Haddad, além de projetar uma atuação cada vez mais ativa no fortalecimento do imprescindível bioma democrático brasileiro”, disse Marina em nota.

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