
O senador Carlos Viana (PSD-MG) afirmou, nesta segunda-feira (13/4), que a troca no comando do Instituiçãop Nacional do Seguro (INSS) de Gilberto Waller Júnior para Ana Cristina Silveira é consequência direta de irregularidades já apontadas e expostas ao longo das investigações no Congresso. Em publicação nas redes sociais, ele sustentou que “a verdade começou a aparecer” e indicou que a responsabilização deve alcançar níveis mais altos da estrutura pública.
A manifestação ocorre em meio à repercussão da mudança na presidência do instituto, que vem sendo pressionado por denúncias de falhas na gestão e aumento de reclamações de beneficiários. Segundo Viana, o próprio ex-dirigente do INSS reconheceu, em depoimento à CPMI, a existência de “sinais claros de irregularidades”, com indícios de que “algo estava errado” na condução do órgão.
O senador atribui à atuação da comissão o avanço das apurações. “A CPMI trouxe à luz o que estava escondido, ouviu por mais de sete horas e colocou o sistema contra a parede”, escreveu. Para ele, o cenário atual reforça que a crise não se limita a problemas administrativos, mas envolve possíveis responsabilidades mais amplas dentro do governo.
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Na avaliação de Viana, novos desdobramentos podem surgir a partir de elementos que ainda estão sendo investigados, incluindo eventuais conexões com outros casos. Ele mencionou que as apurações podem atingir “estruturas dentro do governo”, sinalizando um alcance maior das investigações.
O parlamentar também destacou confiança na condução dos trabalhos pelo relator da comissão, André Mendonça, e reforçou que o foco deve ser identificar quem tinha conhecimento das irregularidades e por que medidas não foram adotadas antes.
A troca no comando do INSS ocorreu após o desgaste da gestão anterior, marcada por pressão política e pelo avanço das investigações. O então presidente deixou o cargo em meio às críticas e deu lugar a um novo dirigente indicado pelo governo federal, com a missão de reorganizar a estrutura do órgão, revisar procedimentos internos e responder às suspeitas levantadas no âmbito da CPMI.

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