
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgou, nesta terça-feira (14/4), a nova edição da Pesquisa CNT de Opinião, com dados inéditos sobre intenções de voto para 2026, índices de rejeição e a avaliação dos brasileiros sobre o cenário político e econômico.
A nova rodada da pesquisa eleitoral expõe um cenário ainda marcado pela indefinição do eleitorado. Hoje, 38,6% dos brasileiros dizem não saber em quem votar para a Presidência. Entre os nomes testados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece com 28,7% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 16,6%. Mesmo inelegível, Jair Bolsonaro ainda é citado por 3,4% dos entrevistados.
O levantamento marca a primeira vez em que o instituto inclui o nome de Flávio Bolsonaro no cenário presidencial, indicando uma tentativa de medir a força eleitoral do bolsonarismo para além da figura do ex-presidente.
Na rejeição, Lula lidera com 40,3%, o que revela resistência significativa a uma eventual recondução. Flávio Bolsonaro aparece na sequência, com 25%, enquanto Jair Bolsonaro soma 18,9%. Outros nomes testados têm índices bem menores: Ronaldo Caiado registra 1,3% de rejeição, e Romeu Zema, 1%. Já 13,8% dos entrevistados não souberam responder.
Quando questionados sobre um cenário direto de votação, 39,2% afirmam que escolheriam Lula, contra 30,2% que optariam por Flávio Bolsonaro. Caiado aparece com 4,6%, Zema com 3,3% e Renan Santos com 1,8%. Além disso, 10,4% dizem que votariam em branco ou nulo, enquanto 8,9% permanecem indecisos.
Apesar da alta taxa de dúvida em alguns cenários, a pesquisa indica que boa parte do eleitorado já se considera decidida: 64,9% dizem que não pretendem mudar o voto, contra 35,1% que admitem rever a escolha. Entre os eleitores de Lula, 77% afirmam ter decisão definitiva; no caso de Flávio Bolsonaro, esse índice é de 69%. Já entre os apoiadores de Caiado e Renan Santos, 35% dizem estar decididos, enquanto Zema registra 23%.
O levantamento também aponta um dado relevante sobre o voto branco ou nulo: 48% dos que optam por essa alternativa afirmam que a decisão é definitiva, o que pode impactar diretamente o resultado final.
Em relação ao alinhamento político, 33,8% dos entrevistados dizem preferir votar em Lula ou em candidatos apoiados por ele. Outros 31,7% afirmam buscar nomes independentes, sem ligação direta com Lula ou Bolsonaro. Já 26,7% declaram preferência por candidatos ligados à família de Jair Bolsonaro, reforçando a divisão do eleitorado em três grandes blocos.
Realizado em parceria com o Instituto MDA Pesquisa, o levantamento ouviu 2.002 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal entre 8 e 12 de abril. A sondagem também reúne informações sobre avaliação de governos, expectativas para emprego e renda, impacto das apostas on-line no endividamento, além da percepção sobre golpes virtuais, confiança nas instituições e os efeitos da guerra no Irã nos preços de combustíveis e alimentos no Brasil. A margem de erro de 2,2 pontos percentuais, com um índice de confiança de 95% — isso significa que o mesmo resultado será obtido em 95 a cada 100 pesquisas realizadas, com a mesma metodologia, dentro da margem de erro.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-02847/2026.

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